a d v e r t i s e m e n tO Presidente do Botsuana, Duma Boko, anunciou nesta quarta-feira (5) o apoio do seu país ao Fundo Africano para a Biodiversidade e apelou aos países do continente a reestruturarem as suas economias em torno do valor da natureza, de forma a suprir a grave falta de financiamento para a conservação.

No seu discurso na primeira Cimeira Africana sobre Biodiversidade, realizada em Gaborone, capital de Botsuana, Boko pediu aos países africanos para garantirem que o valor da biodiversidade esteja incorporado no planeamento económico, nas estratégias de desenvolvimento e nos marcos de governação.

A perda de biodiversidade, as alterações climáticas, a poluição, a degradação do solo, o encolhimento das florestas, a escassez de água, o aumento do conflito entre humanos e animais selvagens, a fragmentação dos corredores ecológicos e as espécies invasoras ameaçam o bem-estar e a segurança das comunidades, afirmou o dirigente.

“A prosperidade deve ser definida não apenas pelo Produto Interno Bruto (PIB), mas também por sistemas alimentares seguros, água potável, comunidades resilientes e ecossistemas saudáveis que amortecem os impactos das alterações climáticas”, salientou Boko.

O Presidente destacou que África apresenta grandes lacunas no financiamento da conservação. Por isso, o Botsuana apoia a criação do Fundo Africano para a Biodiversidade, de modo a colmatar essa lacuna.

O chefe de Estado apelou, igualmente, a um esforço colectivo para mobilizar recursos nacionais e internacionais, incentivar o investimento privado e explorar instrumentos inovadores, como títulos verdes e créditos de biodiversidade.

A vice-presidente da Comissão da União Africana (UA), Selma Malika Haddadi, afirmou que a organização está pronta para ajudar os seus membros a implementar a Estratégia de Biodiversidade da UA e a alinhá-la com as metas continentais e globais.

Realizada sob o tema “Aproveitando a Biodiversidade para a Prosperidade de África”, a cimeira, que decorreu de 2 a 5 de Novembro, encerrou com a adopção da Declaração da Cimeira da Biodiversidade Africana.

O evento serviu como plataforma continental para alinhar as prioridades africanas no âmbito do Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal e para promover a estratégia da UA.

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