advertisemen tO Goldman Sachs Group, um dos maiores bancos de investimento e grupos de serviços financeiros do mundo, prevê um ano movimentado em termos de negócios na África do Sul, à medida que a maior economia do continente começa a beneficiar de reformas estruturais e acompanha a vaga de crescimento impulsionada pelas matérias-primas. “Esperamos actividade em todos os sectores e o nosso pipeline alargou-se significativamente”, afirmou Simon Denny, director-executivo das Operações do banco na África do Sul, acrescentando que “a mineração continuará a ser um grande tema este ano e existem benefícios crescentes associados à escala.” Os preços da platina mais do que duplicaram nos últimos 12 meses, enquanto o ouro valorizou cerca de 73%, impulsionando negócios como a fusão entre a Anglo American e a Teck Resources e a cisão da Valterra Platinum da Anglo. A África do Sul é um produtor-chave de ambos os metais. “Estamos numa fase avançada de um ciclo de alta das matérias-primas, com o ouro a disparar e os preços da platina a recuperarem fortemente — o que deverá também representar um ganho inesperado e necessário para o Governo sul-africano”, salientou Denny. A economia sul-africana não conseguiu crescer mais de 1% ao ano na última década, uma vez que a corrupção e a degradação das infra-estruturas afastaram os investidores. As reformas destinadas a pôr fim às severas falhas no fornecimento de energia e a melhorar o desempenho da rede ferroviária de mercadorias – incluindo a sua abertura ao investimento privado – estão a contribuir para uma melhoria do sentimento económico. O banco central prevê que a economia cresça 1,4% este ano e 1,9% no próximo, uma ligeira melhoria face aos níveis actuais, mas ainda bastante abaixo da média global de 3,3% para 2026 e 3,2% para 2027, estimada em Janeiro pelo Fundo Monetário Internacional. “Continua frágil e talvez ainda não avance ao ritmo que gostaríamos, mas está a acontecer”, frisou Denny, referindo-se à melhoria das taxas de crescimento. O Presidente Cyril Ramaphosa delineou planos para transformar a África do Sul num vasto estaleiro de obras, com o objectivo de modernizar as infra-estruturas e elevar o crescimento económico até 3,5% até 2030. Estima que o país necessitará de cerca de 100 mil milhões de dólares em investimento público em infra-estruturas, além de mais 200,3 mil milhões de dólares provenientes de investidores privados para alcançar essa meta. A economia sul-africana não conseguiu crescer mais de 1% ao ano na última década, uma vez que a corrupção e a degradação das infra-estruturas afastaram os investidores “Há biliões que precisam de ser investidos, e o Governo sul-africano terá de continuar a atrair o sector privado para o investimento em infra-estruturas de transmissão, caminhos-de-ferro, portos e terminais”, afirmou o responsável. “Quanto maior for a actividade económica, mais empresas e directores-executivos se sentirão confiantes para investir e realizar fusões e aquisições”, destacou. Simon Denny espera que os sectores dos serviços financeiros e do imobiliário continuem dinâmicos, enquanto as áreas da telefonia móvel, das infra-estruturas digitais e da indústria poderão assistir a processos de consolidação. O sector do consumo no país enfrenta ameaças, incluindo o impacto do jogo online e a concorrência de baixo custo de empresas como a chinesa Shein e a Temu, da PDD Holdings Inc. “Poderá haver tanto actividade ofensiva como defensiva de fusões e aquisições nesse sector”, concluiu Denny. Fonte: Bloomberg

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