a d v e r t i s e m e n tO empreendimento de fundição de ferrocromo da Glencore na África do Sul está a ficar sem tempo para encontrar uma solução que reduza os custos da electricidade e permita evitar cortes de postos de trabalho.
Segundo a Bloomberg, o negócio, realizado em parceria com a Merafe Resources, que transforma minério de crómio em ferrocromo, prolongou em Dezembro o processo de consultas sobre as potenciais perdas de empregos até ao final deste mês. Cerca de 1500 empregos directos estão em risco caso não seja encontrada uma solução para garantir energia mais barata, afirmou Japie Fullard, director-executivo da Glencore Alloys, em entrevista.
O ministro da Electricidade da África do Sul, Kgosientsho Ramokgopa, tem procurado soluções para travar o aumento dos custos da energia. A indústria local do ferrocromo tem alertado para a crescente concorrência da China, que vem conquistando quota de mercado, em parte graças ao acesso a electricidade mais barata.
Após negociações com o Governo e com a empresa estatal Eskom, o Regulador Nacional de Energia da África do Sul aprovou uma redução temporária de 35% no preço da electricidade, válida por um ano, para as fundições de ferrocromo operadas pela Glencore-Merafe Chrome e pela Samancor Chrome.
Esta medida permitiu o arranque da fundição Lion, na província de Limpopo, que consegue, aproximadamente, atingir o ponto de equilíbrio com um preço de 87 cêntimos de rand por quilowatt-hora, segundo Fullard. “Estamos, de facto, a colocar em funcionamento os dois primeiros fornos esta semana.”
Já as fundições Boshoek e Wonderkop, que foram encerradas em Dezembro, necessitam de um preço ainda mais baixo, 62 cêntimos de rand por quilowatt-hora, valor defendido por todo o sector, segundo Fullard, sublinhando que a valorização do rand agravou ainda mais a pressão sobre os custos.
A Samancor enfrentava a possibilidade de despedir quase 2500 trabalhadores, segundo informou em Novembro o sindicato Solidarity.
De acordo com Fullard, empresas, Governo, Eskom e sindicatos têm trabalhado em conjunto para encontrar uma solução que reduza o custo da electricidade. Ainda assim, a retoma das operações exige investimentos significativos, que as empresas precisam de justificar.
“Qualquer solução apresentada não pode ser apenas simbólica”, afirmou, acrescentando que “tem de ser uma acção concreta, sólida e eficaz.”
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