advertisemen tNo Dia Mundial da Alimentação, que se assinala nesta quinta-feira (16), a África do Sul assiste ao surgimento de novas soluções contra a fome. Sessenta jovens inovadores da Geração Z (nativos digitais que usam redes sociais para activismo,) dedicaram uma semana a desenvolver propostas tecnológicas para combater a fome infantil, num esforço que promete redefinir a resposta do país à insegurança alimentar. De acordo com um comunicado, a Inteligência Artificial (IA), a blockchain, a visualização de dados e as plataformas orientadas para a comunidade foram algumas das tecnologias exploradas durante o The Biggest Hunger Hack, um desafio organizado pela KFC África. O evento reuniu jovens nativos digitais com o objectivo de reformular o projecto de código aberto Add Hope. Criado a partir de doações voluntárias de 2 rands feitas por clientes da KFC, o Add Hope já apoia mais de 3300 centros de alimentação em todo o país e, só no último ano, beneficiou mais de 154 mil crianças. Agora, a Geração Z pretende levar a iniciativa a um novo patamar, apostando em soluções tecnológicas para ampliar o alcance e a eficiência do programa. A proposta vencedora poderá receber um financiamento inicial de até 1 milhão de rands para desenvolver e implementar o projecto, abrindo caminho para uma nova era de inovação social no combate à fome na África do Sul. Soluções de destaque A equipa vencedora, denominada Ctrl-Alt-Del-Hunger, encontrou uma forma criativa de transformar a crise de desperdício alimentar da África do Sul em oportunidade de impacto social. A aplicação que desenvolveram, Misfits Mzansi, recolhe frutas e legumes “imperfeitos” que seriam descartados nas quintas e redirecciona-os para famílias em situação de insegurança alimentar. Além da redistribuição de alimentos, a plataforma promove desafios culinários, conteúdos educativos e campanhas de doação impulsionadas por anúncios digitais, permitindo que os utilizadores contribuam para o combate à fome apenas interagindo com o conteúdo. “Pode tornar-se um filantropo simplesmente vendo um vídeo”, afirmou a equipa. Outros grupos também apresentaram propostas inovadoras. Os Guionistas de Rua criaram um ecossistema digital de doações que privilegia a comunicação social, com painel de controlo de doadores em tempo real, mapa de pontos de recolha e integração com o programa de fidelização da KFC – onde boas acções desbloqueiam refeições gratuitas. A proposta inclui ainda a campanha KFCAddHopeSA, que utiliza o TikTok para partilhar histórias de impacto e manter o público envolvido. Estes hackers da Geração Z mostraram como a tecnologia pode potenciar o alcance e a transparência. Agora, o objectivo é transformar os seus melhores conceitos em projectos-piloto reais, em colaboração com os nossos 128 parceiros de alimentação Já a equipa Bit Coders apresentou um ecossistema de chatbots que torna o processo de doação mais inclusivo e transparente, permitindo contribuições até de quem não é cliente da KFC. A solução utiliza IA para gerir informações de doadores, oferecer recompensas e emitir certificados fiscais para grandes contribuições, através da integração com a API MTN MoMo. Por sua vez, a equipa Hack 4 Hope desenvolveu um chatbot no WhatsApp que permite efectuar doações instantâneas a partir do talão de caixa da KFC. Baseada em tecnologia blockchain, a solução garante total transparência, rastreando cada doação de 2 rands desde o cliente até à refeição servida. O sistema introduz ainda as HopeCoins, um mecanismo de gamificação que recompensa doadores frequentes e reforça o compromisso solidário. O ingrediente final: colaboração “O Biggest Hunger Hack mostrou o que acontece quando os jovens nativos digitais utilizam a tecnologia para o bem”, afirmou Andra Nel, directora de Brand Purpose e ESG da KFC África, acrescentando que “compreendem a fome porque muitos a viveram e conhecem a tecnologia porque nasceram nela. Este é o ponto ideal para a inovação com propósito.” O evento, realizado em Joanesburgo, reuniu representantes do sector empresarial, do Governo e da sociedade civil, que acompanharam ao vivo as apresentações das equipas e discutiram formas de ampliar as soluções a nível nacional. Segundo Nel, o próximo passo será o co-desenvolvimento de programas-piloto com os parceiros da iniciativa Add Hope, com o objectivo de apresentar os primeiros resultados durante a Convenção Nacional sobre a Fome Infantil, prevista para o início do próximo ano. “A colaboração é o nosso principal ingrediente. Desde os clientes que doam 2 rands na caixa registadora até parceiros como a McCormick, Tiger Brands, Foodserv, CBH, Nature’s Garden, Digistics e Coca-Cola Beverages South Africa, todos fundamentais para a receita da Add Hope”, destacou. Para a governante, a abertura do Add Hope como um projecto de código aberto despertou uma verdadeira “efusão de ubuntu”, transformando a luta contra a fome num movimento colectivo com potencial para inspirar outros países. “Estes hackers da Geração Z mostraram como a tecnologia pode potenciar o alcance e a transparência. Agora, o objectivo é transformar os seus melhores conceitos em projectos-piloto reais, em colaboração com os nossos 128 parceiros de alimentação”, concluiu Nel.

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