Menos de 24 horas após a reposição da ligação rodoviária entre o sul, o centro e o norte do País através da Estrada Nacional Número 220 (N220), no troço Chissano-Chongoene, província de Gaza, registou-se um agravamento da tarifa de transporte para 850 meticais na rota Chibuto-Maputo. A alteração provocou descontentamento entre os passageiros, que se queixam do encarecimento súbito da viagem, agora 350 meticais mais cara, segundo informou o jornal O País.

De acordo com relatos no local, a circulação automóvel foi retomada após a reposição de nove pontos críticos numa extensão de 38 quilómetros na N220, danificados pelas recentes cheias. O fluxo de viaturas tem sido intenso, com muitos cidadãos a exprimirem alívio pela reabertura, embora subsistam longas filas de espera.

Os transportadores que operam na rota entre Chibuto e a capital justificam o aumento das tarifas com os elevados custos operacionais, motivados pela precariedade da Estrada Nacional Número Um (N1), cuja circulação continua seriamente condicionada, sobretudo na zona de Nguluzane, distrito de Xai-Xai.

Jeremias Mazoio, delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE), reconhece a gravidade da situação, sublinhando que a forte corrente das águas tem dificultado as obras na zona baixa de Xai-Xai. No entanto, não adiantou qualquer previsão para a conclusão dos trabalhos de restauro da via.

Enquanto isso, mais de 120 camiões com carga diversa permanecem retidos em Gaza, uma vez que o troço entre Chicumbane e a cidade de Xai-Xai continua intransitável. A pressão sobre as rotas alternativas agrava os desafios logísticos e encarece os custos de transporte, com impacto directo sobre passageiros e operadores.

Embora partes da Estrada Nacional Número Um (N1) já tenham sido reabertas, nomeadamente no troço entre 3 de Fevereiro e Incoluane, a circulação mantém-se longe da normalidade. Várias secções da via, particularmente na zona baixa de Xai-Xai, em Nguluzane, continuam intransitáveis devido à persistência de águas acumuladas e à fragilidade do pavimento.

As autoridades admitem que os trabalhos de reparação prosseguem, mas alertam que a circulação plena ainda não está garantida. Esta realidade obriga à utilização de rotas alternativas e sobrecarrega troços como a N220, facto que, segundo os transportadores, contribui para o agravamento dos custos operacionais e, consequentemente, das tarifas cobradas aos passageiros.a d v e r t i s e m e n t

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