A circulação rodoviária na Estrada Nacional Número 1 (N1), principal via que assegura a ligação entre o sul e o norte do País, foi restabelecida esta domingo (8), após a reparação urgente de uma cratera na província de Gaza, sul do País, segundo informou a Lusa.
A interrupção ocorreu no sábado à noite, na sequência de um problema de infra-escavação detectado na baixa do rio Nguluzane, na cidade de Xai-Xai, que comprometeu a integridade do pavimento numa extensão de cerca de sete metros e ao longo de toda a largura da via, impossibilitando por completo a circulação automóvel.
A Administração Nacional de Estradas (ANE) informou, num comunicado, que continuará a monitorizar o troço afectado e demais pontos críticos da N1, advertindo que, sempre que necessário, poderá implementar circulação alternada ou interromper o tráfego para salvaguardar a segurança de pessoas e bens.
“Reabrimos a circulação, mas continuamos atentos, porque há zonas que não foram intervencionadas durante esta emergência. Embora aparentem estar em boas condições, a passagem de viaturas, sobretudo pesadas, poderá fragilizar ainda mais os solos subjacentes”, declarou Jeremias Mazoio, delegado da ANE em Gaza, em declarações à comunicação social.
Desde o início da presente época chuvosa, em Outubro, e particularmente após as cheias registadas em Janeiro, o País contabiliza já 191 mortos, 291 feridos e 845 144 pessoas afectadas, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). Em 16 de Janeiro, o Governo declarou o alerta vermelho a nível nacional.
Presentemente, estão activos 77 centros de acomodação, albergando 78 407 pessoas deslocadas. Desde 7 de Janeiro, foram danificadas 229 unidades sanitárias, 323 escolas, 14 pontes e 3783 quilómetros de estrada.
Na área agrícola, registam-se prejuízos em 440 906 hectares, dos quais 275 405 foram dados como perdidos, afectando 314 783 produtores. Foram ainda reportadas perdas no efectivo pecuário, com a morte de 412 446 cabeças de gado.
Vários países e organizações internacionais, entre os quais a União Europeia, Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão, China, França, Alemanha e nações vizinhas, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.a d v e r t i s e m e n t
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