À medida que o País se afirma como um dos principais pólos de gás natural e energia em África, a Cimeira de Gás e Energia de Moçambique celebra este ano o seu 10.º aniversário. O evento, que terá lugar em Maputo de 22 a 24 de Setembro de 2025, consolidou-se como a plataforma oficial de debate e investimento no sector, reunindo o Governo, empresas e investidores internacionais. Sob o tema “Impulsionar o Progresso Positivo”, a edição de 2025 promete ser a maior de sempre, com mais de 3500 participantes esperados, incluindo 900 delegados e 275 expositores de 35 países. Para além de discutir os avanços dos megaprojectos de GNL no Norte do País, a cimeira abre espaço para novas oportunidades em energias renováveis, logística e infra-estruturas. O Diário Económico e o 360º Mozambique conversaram com Tiago Marques, Head of Content-Africa, para perceber qual a visão e os principais marcos desta edição histórica, bem como o papel da Cimeira na atracção de investimento, no fortalecimento das PME locais e na transição energética global. A Cimeira de Gás e Energia de Moçambique tornou-se um ponto de encontro fundamental para os líderes do sector. Qual é a principal visão e objectivo para a edição deste ano? Este ano assinala-se o 10.º aniversário da Cimeira de Gás e Energia de Moçambique (22 a 24 de Setembro de 2025), o que a torna uma edição histórica. Ao longo da última década, a cimeira consolidou-se como a plataforma oficial do sector energético de Moçambique, onde Governo, indústria e investidores se reúnem para moldar o futuro do gás e da energia, tanto a nível nacional como continental. Sob o tema “Impulsionar o Progresso Positivo”, a visão para 2025 é reforçar o papel de Moçambique como um pólo energético estratégico na transição energética global, assegurando simultaneamente que os benefícios locais são maximizados. Esperam-se mais de 3500 participantes, incluindo 900 delegados da conferência e 275 expositores. Os principais focos serão negociações de compra, concursos de projectos e partilha de conhecimento, sempre com a perspectiva de impulsionar a criação de emprego, o desenvolvimento de competências e o crescimento sustentável. Como descreveria o actual clima de investimento para o GNL de Moçambique e para o sector energético em geral, e de que forma a Cimeira contribui para moldar este ambiente? Moçambique é hoje um dos destinos de investimento em gás e GNL mais promissores do mundo. As descobertas da última década colocaram o País no mapa global da energia, com megaprojectos em diferentes fases de desenvolvimento, apoiados por investimentos em infra-estruturas que consolidam Moçambique como hub energético da África Austral. A Cimeira tem um papel central nesse processo: oferece um ambiente seguro para diálogo e negociação, reunindo decisores políticos, investidores e promotores de projectos. Mais do que discutir, promove confiança e dinamismo, garantindo que Moçambique permanece no centro das discussões internacionais sobre energia e infra-estruturas. Os projectos de GNL no Norte têm uma importância estratégica para o País. Que novidades ou marcos serão destacados durante o evento? A edição de 2025 será palco de anúncios e marcos estratégicos. O avanço da próxima fase dos projectos de gás e GNL estará em destaque, juntamente com novos concursos, acordos de compra e oportunidades na cadeia de valor. Para além do GNL, haverá actualizações sobre as hidroeléctricas, como Mphanda Nkuwa e Cahora Bassa, e também sobre projectos downstream, como a futura refinaria — todos cruciais para a segurança energética global. Paralelamente, a Cimeira vai evidenciar o impacto no desenvolvimento humano: emprego, formação técnica e apoio às PME. O objectivo não é apenas monitorizar megaprojectos, mas mostrar como são alavancas para crescimento inclusivo e sustentável em Moçambique. Qual o papel da Cimeira na ligação das empresas e PME locais com investidores e parceiros internacionais no sector energético? Um dos grandes diferenciais da Cimeira é ser uma ponte entre empresas locais e players internacionais. As PME moçambicanas desempenham um papel decisivo no sucesso do sector, e o evento dá-lhes uma plataforma de visibilidade e contacto directo com investidores e operadores globais. Além de uma área dedicada na exposição e de uma sessão de Aceleração de PME, este ano destaca-se a parceria com a Field Ready, através da integração do programa Generation Ready. Este espaço coloca os jovens moçambicanos em contacto com empregadores, educadores e líderes do sector, potenciando o talento local e aproximando-o do futuro energético do País. Para além das sessões da conferência, que oportunidades de networking ou de parceria poderão os delegados e expositores explorar este ano? O networking é a alma da Cimeira. Para além dos painéis, os delegados terão acesso a um espaço de exposição com 275 empresas de mais de 35 países, onde se apresentam tecnologias e inovações. A grande novidade é a co-localização da 1.ª Cimeira de Portos, Logística e Infra-estruturas de África, em parceria com o Ministério dos Transportes e Logística de Moçambique. Serão mais de 300 delegados a debater oportunidades em transporte, logística, comércio e infra-estruturas. Na prática, isto significa uma plataforma ainda mais ampla para construir parcerias que transcendem o sector energético, impactando a economia em geral. Seja em sessões formais, reuniões privadas ou almoços de networking, o objectivo é gerar colaborações concretas e reforçar Moçambique como peça-chave no desenvolvimento regional e na transição energética global.
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