“Quem vem de onde eu vim só acredita na meritocracia se for muito ingénuo. Vivemos uma ‘inheritocracia’ – uma fidalguia a fingir que é meritocracia”, diz o britânico Gary Stevenson, o “trader” que cresceu na periferia de Londres, a dar pontapés em bolas de futebol de espuma, já meio desfeitas, longe dos arranha-céus da City – mas já fascinado por números e previsões. “Andava sempre detrás das libras que não tinha. Com 12 anos, comecei a vender rebuçados na escola a um penny; aos 13, distribuía jornais, 364 dias por ano, por 13 libras por semana.” Entrou na London School of Economics, onde conheceu sobretudo “meninos de boas famílias”, uma vez que diz. Conseguiu um lugar no Citibank, ganhou milhões a apostar no fracasso da economia, sentiu-se esmagado pela loucura do moeda, despediu-se – e tornou-se ativista contra a desigualdade. Criou um meato de YouTube, o popular Gary Economics, e escreveu o livro “O Jogo dos Milhões”- uma espécie de confissão. A sua vida vai dar um filme.


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