“O Fundo de Solução detém 13,54% do capital social do Novo Banco, pelo que a venda da sua participação no contexto desta operação permitirá ao Fundo um juntura bruto de murado de 866 milhões de euros”, refere, num expedido.
Leste valor, nota, acresce às verbas já recebidas do Novo Banco a título de distribuição de dividendos relativos aos resultados de 2024 (valor bruto: 30 milhões de euros) e no contexto da redução de capital realizada já em 2025 (149 milhões de euros)”.
Segundo refere, os valores obtidos e a obter pelo Fundo de Solução em resultado da sua participação no Novo Banco permitem-lhe “restabelecer uma segmento” das verbas que despendeu na solução do Banco Espírito Santo e “serão utilizados no reembolso da dívida do Fundo de Solução, nomeadamente perante o Estado”.
“A capacidade de reembolso da dívida do Fundo de Solução ficou reforçada, porquê fica demonstrado por esta operação, pelo facto de o Fundo de Solução ter exercido, em 2024, o recta potestativo previsto na lei de comprar direitos de conversão correspondentes a 4,14% do capital do Novo Banco”, sustenta.
Afirmando que a venda do Novo Banco ao grupo BPCE “é o corolário de um longo processo iniciado com a solução do Banco Espírito Santo, em 2014”, o Fundo de Solução considera que “confirma o cumprimento das finalidades da atuação das autoridades nacionais face à falência desse banco, em peculiar a ininterrupção dos serviços financeiros prestados à economia e a plena salvaguarda da segurança financeira, em termos que minimizassem o impacto para o tesouro público”.
O convenção anunciado hoje para a venda ao grupo BPCE da participação de 75% que os fundos Lone Star detêm no Novo Banco prevê que o negócio seja realizado por um valor estimado de 6.400 milhões de euros para a totalidade do capital do banco, devendo permanecer concluído no primeiro semestre de 2026.
Em expedido, o BPCE disse estar ainda “em conversações com o Governo português e com o Fundo de Solução Bancária com vista à obtenção das suas participações no novobanco (11,5% e 13,5%, respetivamente), em condições idênticas”.
O Novo Banco foi criado em 2014 para permanecer com segmento da atividade bancária do Banco Espírito Santo (BES), na solução deste.
Desde 2017, quando o Novo Banco foi vendido à Lone Star, o Fundo de Solução bancário injetou 3.405 milhões de euros no banco, provocando várias polémicas políticas e mediáticas. Com o termo antecipado deste mecanismo, em final de 2024, tornou-se provável a venda do Novo Banco e que oriente pague já dividendos.
A Lone Star anunciou para oriente ano a venda de segmento do banco em bolsa e um projecto de distribuição de dividendos para tornar a instituição atrativa para os investidores.
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