A instituição filantrópica Fundação Gates e a empresa de Inteligência Artificial (IA) OpenAI estão a estabelecer uma parceria de 50 milhões de dólares para ajudar países africanos a usar a IA a fim de melhorar os seus sistemas de saúde.
A parceria, chamada Horizon1000, planeia chegar a 1000 clínicas de cuidados de saúde primários e às comunidades em redor, em vários países do continente, até 2028, trabalhando com líderes africanos para definir a melhor forma de utilizar a tecnologia.
“Muitos países mais pobres, com enormes carências de profissionais de saúde e falta de infra-estruturas dos sistemas de saúde, podem encontrar na IA um verdadeiro factor de mudança para expandir o acesso a cuidados de qualidade”, afirmou Bill Gates, presidente da fundação, num texto publicado no seu blogue a anunciar o lançamento. O magnata tem descrito repetidamente a IA como uma das tecnologias mais transformadoras jamais desenvolvidas.
A fundação já criou várias iniciativas ligadas à IA, enquanto o Ruanda estabeleceu, no ano passado, um centro de saúde em IA em Kigali.
O lançamento ocorre numa altura em que muitos países de baixo rendimento enfrentam grandes cortes nos orçamentos de ajuda internacional, reduções que, de acordo com o que Gates afirmou em Dezembro, contribuíram para o primeiro aumento das mortes evitáveis de crianças neste século.
“A IA pode ser particularmente valiosa em países com graves carências de profissionais de saúde qualificados”, acrescentou, realçando ainda que estimativas sugerem que a África Subsaariana tem um défice de cerca de seis milhões de profissionais de saúde.
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