O volume de negócios entre Moçambique e Brasil ultrapassou 100 milhões de dólares em 2024, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 24 de Novembro, pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que considera que as trocas ainda estão abaixo do seu potencial.
A informação foi avançada pelo vice-presidente da CTA, Amâncio Gume, durante o Fórum Empresarial Brasil-Moçambique, que destacou, na ocasião, que “Moçambique e Brasil partilham afinidades culturais e humanísticas que nos tornam parceiros naturais, mas é sobretudo na esfera económica que essa parceria revela maior potencial.”
Durante a abertura do evento, que reuniu centenas de empresários e representantes governamentais dos dois países, Gume afirmou que o volume de negócios bilateral ultrapassou 100 milhões de dólares no ano passado. Apesar disso, o dirigente ressaltou que o valor ainda é baixo face às oportunidades “complementares” existentes entre as economias de ambos os países.
Gume enfatizou que Moçambique oferece vantagens competitivas claras, tornando-se um destino atractivo para empresas brasileiras interessadas em expandir-se para África, destacando o País como um ponto estratégico para negócios.
O fórum ocorre durante a segunda visita do Presidente brasileiro, Lula da Silva, a Moçambique, a quarta de seu mandato e a primeira em 15 anos, com o objectivo de aprofundar relações bilaterais e estimular o comércio entre os dois países.
Entre os factores de atractividade para os investidores brasileiros, Gume apontou que Moçambique oferece uma plataforma ideal para a distribuição de produtos na África Austral e Oriental. O País possui vastos recursos naturais, alto potencial em energias renováveis e localização estratégica na costa oriental africana, com acesso directo ao oceano Índico e aos corredores de Nacala, Beira e Maputo, alcançando um mercado regional de mais de 300 milhões de consumidores, o que cria oportunidades para investimentos nos sectores imobiliário, logístico e energético.
Por sua vez, Ana Repezza, directora de Negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), reforçou que o Brasil é um parceiro natural de Moçambique, destacando a qualidade e complementaridade das duas economias. “A directriz do Presidente Lula é olhar não apenas para Moçambique, mas para toda a África, não só como promoção comercial e exportação, mas também como cooperação económica”, frisou.
Repezza acrescentou ainda que o Brasil pretende, através do comércio, contribuir para atender a necessidades estratégicas em áreas como segurança alimentar, transição energética e saúde nos países africanos.
Texto: Germano Ndlovoa d v e r t i s e m e n t
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