Há maior probabilidade da realização de uma segunda volta das eleições presidenciais no Malawi, face ao actual cenário político, e previsões dadas pelo Instituto de Opinião Pública e Pesquisa (IPOR).

Um inquérito realizado pelo Instituto de Opinião Pública e Pesquisa entre 14 e 27 de Agosto deste ano, ilustra que nenhum dos candidatos presidenciais poderá garantir uma maioria absoluta de 50% mais um, logo na primeira volta das eleições.

Ao apresentar os resultados desta pesquisa na cidade de Blantyre, o director de treinamento e programas do IPOR, o Professor Michael Chasukwa, deu a conhecer que do total da amostra feita, Peter Mutharika do DPP poderá obter 41% dos votos, seguido do actual presidente Lazarus Chakwera que pode reunir 31% dos votos.

O candidato presidencial do Partido UTM, Dalitso Kabambe, ficou em terceiro lugar, com 6%, seguido por Atupele Muluzi, da Frente Democrática Unida (UDF), com 3%.

A antiga presidente Joyce Banda, do Partido Popular (PP), garantiu 2%, enquanto os 12 candidatos presidenciais restantes dividiram 1% dos votos.

A pesquisa constatou que 11% dos entrevistados continuam indecisos, contra 12% do último estudo realizado em Julho deste ano.

O inquérito, mostra vários factores que influenciam a escolha do candidato presidencial pelos eleitores.

No topo da lista está o comprometimento com um governo livre de corrupção, o manifesto eleitoral apresentado, a filiação partidária, lealdade familiar, o regionalismo e a religião professada pelo candidato.

O secretário-geral do partido governamental, o MCP, Richard Chimwendo Banda, acusou o partido de Peter Mutharika, o DPP, de ser o patrocinador destes inquéritos para enganar a opinião pública e manipular os eleitores.

Em resposta, o porta-voz do DPP, Shadric Namalomba, distanciou-se destas acusações, tendo afirmando que a sua formação política está apenas confiante na vitória.

Quando faltam apenas 7 dias para a realização das eleições gerais no Malawi, o ambiente político do país está cada vez mais fervoroso, com os principais candidatos presidenciais a percorrerem de lés-a-lés, na divulgação dos seus manifestos eleitorais. (RM Blantyre)

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