advertisemen tA unidade sul-africana da Ford Motor planeia despedir mais de 470 trabalhadores, à medida que procura ajustar a capacidade de produção para corresponder à procura actual e futura do mercado, informou o sindicato sul-africano “Solidariedade” nesta quinta-feira (28). Segundo a Reuters, a Ford enviou um aviso oficial ao sindicato e a outras entidades, notificando-os da sua intenção. Os empregos afectados são 391 postos de trabalho de operador na fábrica de montagem de automóveis de Silverton, em Pretória, 73 na fábrica de motores de Struandale, em Gqeberha, e dez postos de trabalho administrativos, informou o sindicado “Solidariedade” num comunicado. A Ford Motor Company of Southern Africa confirmou os despedimentos, afirmando, numa nota, que estava a fazer os ajustes necessários às suas operações de fabrico em ambas fábricas. “Estas mudanças fazem parte dos nossos esforços contínuos para optimizar a produção e responder à evolução das exigências do mercado”, acrescentou a Ford. As pressões económicas, as incertezas políticas internacionais e as políticas desfavoráveis do Governo estão a tornar a indústria cada vez menos competitiva, segundo Willie Venter, secretário-geral adjunto do “Solidariedade”. “Quando um gigante do sector automóvel como a Ford toma medidas tão drásticas, é um aviso para toda a indústria. Receamos que sejam inevitáveis novas reduções de efectivos neste sector se as condições não melhorarem rapidamente”, declarou Venter, acrescentando que “sem uma intervenção séria e uma reforma económica do nosso Governo, o nosso país terá de suportar ainda mais perdas de emprego.” A indústria automóvel sul-africana emprega 115 mil pessoas directamente, com mais de 80 mil só no fabrico de componentes. As baixas vendas internas de automóveis fabricados localmente, o afluxo de importações e os baixos níveis de conteúdo local levaram ao encerramento de 12 empresas e à perda de mais de 4 mil postos de trabalho na indústria automóvel e de componentes sul-africana ao longo de dois anos, de acordo com o ministro do Comércio, Parks Tau. O CEO da Toyota África do Sul afirmou à Reuters neste mês que as sete grandes empresas de automóveis que fabricam na África do Sul, incluindo a Ford, a Volkswagen e a Mercedes-Benz, enviaram um documento de recomendação política ao ministro do Comércio sobre como apoiar e proteger a indústria local.
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