advertisemen tA semana económica em Moçambique foi marcada por temas centrais que influenciam directamente o ambiente económico nacional. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou para a continuidade de um crescimento económico modesto, sublinhando a necessidade urgente de reforçar a mobilização de receitas internas e de melhorar a gestão da dívida pública. Durante a apresentação do relatório “Perspectivas Económicas Regionais para a África Subsaariana”, em Maputo, o representante residente do FMI, Olamide Harrison, explicou que a recuperação económica de Moçambique tem sido gradual e mais lenta do que o previsto. Acrescentou que as projecções do Governo exigem um impulso significativo no último trimestre de 2025 para cumprir as metas definidas. O representante do FMI referiu ainda que, para atingir a meta de 1,3% de crescimento anual, o País teria de registar um aumento trimestral de cerca de 11%, algo considerado “muito difícil” face aos dados disponíveis até ao terceiro trimestre. Esta avaliação aumenta a pressão para acelerar medidas que estimulem o desempenho económico nacional.advertisement Subida de obrigações com expectativa de acordo com o FMI em 2026 No mesmo contexto económico, as obrigações soberanas de Moçambique destacaram-se nos mercados emergentes, impulsionadas pela confiança demonstrada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, na possibilidade de obtenção de um novo programa de financiamento com o FMI no início de 2026, segundo a agência Bloomberg. Esta expectativa teve impacto imediato no comportamento dos títulos da dívida moçambicana. Os rendimentos da obrigação de 900 milhões de dólares, com maturidade em 2031, recuaram até 24 pontos-base, fixando-se em 12,5%, o nível mais baixo desde 18 de Novembro. A queda contribuiu para estreitar o diferencial entre os títulos moçambicanos e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos da América para 1009 pontos-base, de acordo com dados dos índices da JPMorgan Chase & Co. Segundo Maciej Woznica, gestor de carteiras da Coeli Frontier Markets AB, sediada na Suécia, “a queda nos rendimentos foi impulsionada pelos comentários do Presidente Daniel Chapo sobre a aproximação ao FMI com vista à obtenção de fundos”. Esta reacção demonstra que as expectativas de financiamento externo continuam a moldar a percepção dos investidores. Previsões apontam aumento de 3% na produção de rubis em 2026 A encerrar a semana económica, o Governo prevê um aumento de 3% na capacidade de produção de rubis em 2026, superando os quatro milhões de quilates. A projecção resulta da retoma das actividades de uma das empresas que operam no País e está inscrita nas previsões orçamentais, em comparação com os 3,9 milhões de quilates esperados para 2025 e os quatro milhões produzidos em 2024. O Executivo estima uma produção total de 4,1 milhões de quilates em 2026, salientando que “esta previsão está associada à paralisação das actividades de produção da terceira maior empresa produtora desta gema”, cuja retoma deverá reforçar o volume nacional. Trata-se de um sector essencial para as exportações moçambicanas. Actualmente, cerca de 70% da produção de rubis é destinada à exportação, percentagem que o Governo pretende elevar para 79% até 2029. Contudo, as receitas registaram uma queda de 30% no primeiro trimestre, para 5,1 milhões de dólares, valor inferior aos 7,2 milhões registados entre Janeiro e Março de 2024, segundo o Banco de Moçambique. O desempenho do sector dos rubis, apesar da recente quebra nas receitas, permanece como um dos pilares da diversificação económica necessária para contrariar o crescimento modesto identificado pelo FMI. As projecções para 2026, associadas à retoma da produção, reforçam a relevância deste sector para o futuro económico do País. Texto: Florença Nhabindea dvertisement
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