O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que a vulnerabilidade da dívida na África Subsaariana está a aumentar, devido à elevada incerteza global, ao aperto das condições financeiras internacionais e ao incremento dos custos dos empréstimos.
Apesar deste cenário difícil, o FMI reconheceu que a região está a enfrentar o problema de forma directa. Segundo a instituição, os rácios da dívida pública estabilizaram, em média, o que revela um esforço dos países subsaarianos no controlo das suas finanças públicas.
Na mais recente nota analítica, incluída nas Perspectivas Económicas Regionais para a África Subsaariana, o FMI recomendou que os países que pretendem reduzir a dívida de forma sustentável devem aproveitar a oportunidade para receber impostos e gastar de forma mais eficiente.
“Os dados mostram que, ao contrário do que se pensa, os países da região conseguiram muitas vezes estabilizar ou reduzir os seus rácios de dívida sem uma reorganização da mesma”, indicou o FMI, sublinhando que, em muitos casos, essa redução foi significativa e manteve-se ao longo do tempo.
A instituição destacou ainda que a redução sustentada da dívida está geralmente associada a uma combinação de consolidação orçamental e incremento poupado real. “Assim, não basta trinchar as despesas, é necessário promover o desenvolvimento poupado”, acrescentou.
Por termo, o FMI aconselhou os principais decisores políticos a assegurarem que os esforços de consolidação orçamental sejam acompanhados por reformas estruturais que estimulem o incremento e por medidas que reforcem os quadros institucionais. “Nascente conjunto de acções tende a gerar reduções mais fortes e duradouras da dívida”, concluiu.
Nascente: SABC News
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