
A FlixBus criou o jogo ‘Monopólio Expressos – Edição Sete Rios’ para denunciar o “bloqueio” da Rede Expressos ao Terminal Rodoviário de Sete Rios, no centro da cidade de Lisboa. Trata-se de um “jogo conceptual que transforma um problema real numa metáfora visual e pedagógica” e “recria o percurso caótico de quem tenta mover-se por Lisboa sem poder aceder livremente às infraestruturas públicas”, explica a empresa low-cost. Entre os “destinos indisponíveis” na FlixBus estão pontos da cidade de Lisboa, como universidades, hotéis e outros locais de lazer. “Até o Estabelecimento Prisional de Lisboa está indisponível na FlixBus”, ironiza o manual de instruções do jogo. Já entre os “destinos acessíveis”, estão a MEO Arena, Teleférico, Oceanário, Torre Vasco da Gama e Pavilhão do Conhecimento – todos localizados junto à Estação do Oriente. © FlixBus O manual frisa que “o cenário de obstáculos e restrições ao acesso aos terminais apresentado neste jogo não é ficção”, mas sim “a realidade”, uma vez que “espelha uma história concreta de bloqueios e práticas anticoncorrenciais por parte do operador incumbente, que comprometem o funcionamento saudável de um mercado competitivo e continua a impedir a FlixBus de aceder ao Terminal Rodoviário de Sete Rios”, que é uma “infraestrutura pública essencial”. O protesto da FlixBus surge meses após a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) ter decidido, em maio, a favor da operadora num recurso relativo à recusa de acesso a vários terminais rodoviários, incluindo o de Sete Rios. No entanto, meses depois, “a FlixBus continua sem acesso ao Terminal de Sete Rios”, com a Rede Expressos a alegar que a capacidade do terminal “está esgotada”. A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) decidiu a favor da operadora FlixBus num recurso relativo à recusa de acesso a vários terminais rodoviários, incluindo o de Sete Rios, em Lisboa. Lusa | 17:46 – 21/05/2025 “O bloqueio de Sete Rios não é ficção. É um entrave à concorrência, um limitador da oferta de mobilidade na cidade e o motivo de viagens mais caras – o tipo de Monopólio que ninguém quer jogar…”, atirou a FlixBus. Neste sentido, a operadora low-cost vai realizar amanhã, 6 de novembro, “uma ação simbólica pela mobilidade livre e pela igualdade de acesso às infraestruturas públicas”. “O que pedimos não é um privilégio, é cumprimento da lei. Sete Rios é uma infraestrutura pública essencial, localizada no coração da cidade, operada por quem também é concorrente no mercado e que está, por motivos óbvios, a criar barreiras que ultrapassam a justiça, transparência e a livre concorrência num mercado aberto. A AMT foi clara na sua deliberação, que é vinculativa. Agora é tempo de transformar esta decisão em realidade”, destaca Pablo Pastega, vice-presidente da FlixBus para a Europa Ocidental e diretor-geral da FlixBus em Portugal, citado em comunicado. A FlixBus denunciou, ainda, que “uma parte significativa dos passageiros continua fora do seu alcance, sobretudo os que chegam a Lisboa de comboio”. “Sete Rios simboliza o direito de todos – milhares de passageiros – escolherem como e com quem querem viajar, e não pode continuar fechado como se fosse um clube privado: Quando o gestor do terminal é também operador na estrada, o incentivo a fechar a porta a quem quer inovar e competir de forma justa, é evidente”, acrescentou Pablo Pastega, que irá estar presente na ação simbólica de amanhã, junto ao Terminal de Sete Rios. Leia Também: Trabalhadores dos bares dos comboios avançam com greve. Quando?
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