O Governo vai apresentar, em Março, o projecto de construção da linha férrea que liga norte e sul do País, avaliado em 7,2 mil milhões de dólares, anunciou, nesta sexta-feira, 30 de janeiro, o ministro dos transportes, João Matlombe.

“Finalizámos, no ano passado, a avaliação para a variação da linha férrea norte-sul. O Governo, assim que aprovar o conceito, vai-se pronunciar, mas acreditamos que no final da época chuvosa (Março) também nos vamos pronunciar”, afirmou o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante a reabertura da principal estrada do País, cuja circulação esteve interrompida por duas semanas.  

De acordo com o governante, a época chuvosa mostrou a importância da combinação das infra-estruturas, nomeadamente rodoviárias, ferroviárias e marítimas, para se evitar a dependência do transporte terrestre.

“Conseguimos concluir todos os estudos preliminares e estamos em condições agora de ir ao mercado mobilizar recursos, (…) para a linha férrea, ligando norte e sul”, acrescentou o ministro.

Segundo Matlombe, o sector dos transportes possui igualmente estudos concluídos sobre o projecto da estrada alternativa à Estrada Nacional Número 1 (N1), como forma de assegurar que o País enfrente as épocas chuvosas com “alguma naturalidade”. 

A primeira fase da linha férrea norte-sul terá uma extensão de cerca de 1500 quilómetros.

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou nesta sexta-feira a retoma da circulação na N1, principal via terrestre, antes suspensa devido aos cortes em consequência das chuvas e inundações, prometendo mais esforços para apoiar as vítimas.

“Antes da nossa vinda a Niassa e antes da nossa ida a Cabo Delgado visitámos a Estrada Nacional 1 no troço 3 de Fevereiro-Incoluane para ver os trabalhos que estavam a ser feitos. O que fizemos foi deixar uma recomendação clara ao empreiteiro para aumentar o equipamento e as horas de trabalho, e hoje temos a honra de anunciar que a ligação está restabelecida na N1”, declarou Daniel Chapo.

Chapo tinha assegurado, na terça-feira (27), o restabelecimento em, no máximo, duas semanas da circulação na N1, referindo que as chuvas continuam a afectar as famílias moçambicanas e prometendo mais esforços para mitigar os seus impactos.

Fonte: Lusaa d v e r t i s e m e n t

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