
Fed e Ucrânia dão força às praças asiáticas. Europa aponta para o verde
As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quarta-feira maioritariamente em alta, numa altura em que os investidores continuam a reforçar as apostas de um corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana e estão a digerir as notícias de que a Ucrânia terá aceitado o acordo de paz proposto pelos EUA. Pela Europa, a euforia da negociação anterior continua, com os futuros do EuroStoxx 50 a acelerarem 0,7%.
O MSCI Asia-Pacific, “benchmark” para a região que exclui as ações japonesas, encontra-se a ganhar mais de 1%, espelhando os avanços conseguidos pelos principais índices de Wall Street na sessão de terça-feira, após novos dados terem demonstrado uma desaceleração nos gastos do consumidor e uma inflação em trajetória descendente – o que acaba por dar força a um novo corte nas taxas de juro já em dezembro.
“Na última semana, os mercados deram uma reviravolta em relação às possibilidades de um corte nas taxas de juro pela Fed em dezembro e às perspetivas de rentabilidade para o setor tecnológico”, escreve Tim Waterer, analista-chefe de mercados da KCM Trade, numa nota a que a Bloomberg teve acesso, referindo-se às preocupações dos investidores em torno de uma possível sobreavaliação das ações de inteligência artificial.
Pela China, o Hang Seng de Hong Kong acelerou 0,3%, enquanto o Shanghai Composite negociou em tendência contrária, encerrando a sessão com perdas de 0,2%. O grupo Alibaba caiu mais de 1% esta quarta-feira, depois de ter apresentado uma queda homóloga de 78% nos lucros ajustados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) no seu segundo trimestre fiscal.
Apesar de uma sessão bastante morna na China, as restantes principais praças asiáticas encheram-se de otimismo. O japonês Nikkei 225 saltou quase 2%, com grande impulso das tecnológicas, enquanto o sul-coreano Kospi ganhou 1,83%, apesar de um dos maiores conglomerados do país, a Lotte Corp, ter afundado quase 10%.
A atenção dos investidores vira-se agora para os desenvolvimentos nas negociações para alcançar a paz na Ucrânia e uma série de dados económicos nos EUA, que vão permitir continuar a medir o pulso à maior economia do mundo, depois de mais de um mês em “shutdown” – o mais longo da história do país. Esta quarta-feira, vai ser conhecida a evolução do indicador de inflação preferido da Fed e o número de pedidos de subsídio de desemprego na semana passada.

