
“Esperamos que a Reserva Federal (Fed) dos EUA reduza as taxas de juro em 25 pontos base (pb) na sua reunião de 17 de setembro, elevando a meta dos Fed funds para os 4,00%-4,25%”, antecipa Michael Krautzberger, diretor de Investimento (CIO) Global de Mercados Públicos da Allianz GI, numa nota de análise.
A expectativa de um corte nos juros é já geral, mas a possibilidade de que seja de maior dimensão, de 50 pontos base, ainda está em cima da mesa.
Para Matthew Ryan, analista da Ebury, “um corte de 50 pontos-base seria um resultado extremamente pessimista para o dólar, mas a previsão não é de que isso esteja nos planos, nem de que a Fed irá sugerir essa possibilidade no futuro”.
Ainda assim, os mercados estão atualmente a antecipar “uma redução de 25 pontos-base na taxa de juros na quarta-feira e uma probabilidade não insignificante de uma em 10 de um corte de 50 pontos-base”.
Juhi Dhawan, estratega macro na Wellington Management, também salienta que “com dados dos salários fracos e inflação crescente, a Fed enfrenta um potencial dilema de ‘estagflação’ (estagnação económica e inflação) e algumas escolhas difíceis, à medida que é puxada em direções opostas na procura do seu duplo mandato”.
Já a Xtb destaca, numa nota de análise, que “dado que a governadora do Fed, Lisa Cook, votará após a tentativa do Presidente Trump de demiti-la ter sido anulada por um tribunal e considerando que a nomeação de Stephen Miran para o FOMC pode não ocorrer antes da reunião, o resultado mais provável é um corte de 25 pontos base, em vez de um corte de 50 pontos base”.
“No geral, o mercado de taxas de juro dos EUA está a prever três cortes de 25 pontos base para 2025 e um total de 146 pontos base de cortes entre agora e o final de 2026”, lê-se na antecipação da semana.
A reunião da Fed começou esta terça-feira e termina hoje, quando será anunciada a decisão de política monetária, que é depois explicada em conferência de imprensa pelo presidente da Fed, Jerome Powell.
A última vez que o banco central norte-americano cortou os juros foi em dezembro de 2024 e desde aí tem estado em pausa, mantendo a taxa inalterada, o que motivou vários apelos do Presidente Donald Trump para uma redução.
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