
Fed alimenta otimismo nas praças mundiais. Europa aponta para novo máximo Os principais índices asiáticos encerraram a derradeira sessão da semana em alta, numa altura em que o corte de 25 pontos base nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana e as suas perspetivas económicas para 2026 continuam a dar gás às ações mundiais – que voltaram a atingir um novo pico esta sexta-feira. O índice MSCI All Country World – um dos indicadores mais abrangentes do mercado acionista global – cresceu 0,2% nesta sessão e renovou os máximos históricos atingidos na quinta-feira. As movimentações em Wall Street, com o S&P 500 e o Dow Jones a fixarem novos máximos de fecho, contribuíram para o grande otimismo que se vive hoje nos mercados e que deve alastrar-se à Europa, com os futuros do Euro Stoxx 50 a apontarem para uma abertura no verde e a sinalizarem um novo máximo histórico. “O impulso deve continuar até ao final do ano”, afirma Gina Bolvin, presidente do Bolvin Wealth Management Group. à Bloomberg. “Com cortes nas taxas em andamento, um novo presidente da Fed a caminho e os lucros a aumentarem, o mercado em alta parece posicionado para continuar assim em 2026. À medida que mais empresas adotam a inteligência artificial, a participação deve ampliar-se a setores além das Sete Magníficas”. Mesmo assim, e em contraciclo com a tendência global, as ações tecnológicas estão a ter dificuldade em continuar à tona, limitando os ganhos das ações mundiais e sinalizando um arrefecimento no setor após as grandes valorizações que caracterizaram 2025. Grande parte do nervosismo apareceu depois de a Oracle ter afundado mais de 10% na quinta-feira, pressionada por previsões de lucro abaixo do estimado pelos analistas, apesar dos grandes investimentos da empresa. Pelo Japão, o Topix acelerou para um novo máximo histórico, ao acelerar quase 2%, enquanto o Nikkei 225 ganhou 1,37%. Um aumento nas taxas de juro por parte do banco central do país está no horizonte, mas os investidores continuam divididos se o aperto na política monetária chega já na próxima semana (numa altura em que o iene tem tido dificuldades em afirmar-se) ou se é adiado para 2026. Já pela China, o Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 1,75%, enquanto os ganhos do Shanghai Composite acabaram por ser mais limitados, com o índice a acelerar apenas 0,41%. Por sua vez, o sul-coreano Kospi saltou 1,38% e o australiano S&P/ASX 200 pulou 1,23%.
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