advertisemen tO Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), que financia iniciativas de jovens, lideradas por mulheres moçambicanas, vai quase duplicar a sua dotação orçamental em 2026 para 1,5 mil milhões de meticais (23,3 milhões de dólares), escreveu a Lusa. Ao apresentar o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) 2026, a ministra das Finanças, Carla Loveira, explicou que o Governo vai continuar a apoiar iniciativas de jovens, assim como as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), “através de linhas de financiamento provenientes do Fundo de Garantia Mutuária, FDEL, que irá registar um aumento de 824,6 milhões de meticais (13 milhões de dólares) para 1,5 mil milhões de meticais (23,3 milhões de dólares), e do Fundo de Recuperação Económica”, disse. Carla Loveira sublinhou que o Executivo quer ver as MPME estruturadas e anunciou capacitações específicas nos sectores alimentar e agro-industrial, incluindo formação em cadeias de valor, boas práticas de processamento, elaboração de planos de negócio, gestão de negócios e apoio à certificação. O objectivo é garantir uma mão-de-obra mais qualificada.advertisement “No domínio do emprego, empreendedorismo, auto-emprego e trabalho digno, prevemos operacionalizar 13 centros de formação profissional, realizar treino de emprego e auto-emprego para cerca de 3,3 mil jovens e inserir mais de dez mil jovens em estágios profissionais, remunerados e não remunerados”, afirmou a ministra. A governante acrescentou que o Governo planeia reflorestar seis mil hectares de terras com espécies nativas e exóticas e realizar três estudos sobre o estado de exploração dos recursos pesqueiros, integrando estas acções nas prioridades para 2026. “Na área das mudanças climáticas e da gestão de desastres, prevê-se emitir cinco licenças de crédito de carbono, adquirir e alocar dois barcos de busca e salvamento e equipar oito comités locais de gestão de riscos e desastres”, detalhou Carla Loveira, explicando as medidas de prevenção e mitigação que o Governo quer implementar. O Executivo admitiu, entretanto, um cenário financeiro “substancialmente mais adverso” face ao previsto na proposta de orçamento para 2026, reduzindo as previsões de crescimento para 1,6% este ano e ajustando as receitas esperadas para o próximo, mantendo uma gestão cautelosa e reforçando o apoio a sectores estratégicos.
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