Em 1878, no n.º 15 da Rua Sofia, abria o primeiro “Hotel Bragança” em Coimbra, que viria a ocupar vários edifícios, até sediar-se no Largo das Ameias, junto à estação de comboios, corporizando aquele que foi o primeiro hotel projetado de raiz na cidade. Tinha 26 quartos e foi inaugurado em 2 de abril de 1899.


Em 1955, o prédio é demolido, surgindo no seu lugar um outro “Hotel Bragança” com 83 quartos, restaurante a bar.


Remodelado em 1997, viria a fechar durante a pandemia de covid-19, tendo sido adquirido pela família Madeira, a dona do Hotel Oslo, situado na mesma zona coimbrã do Bragança.


O idoso Hotel Bragança está agora a ser reabilitado, obra a missão da Cari Construtores, num investimento orçado em mais de três milhões de euros, anuncia a empresa do grupo bracarense DST, em expedido.


Localizado na zona de proteção à superfície classificada da UNESCO da Universidade de Coimbra, o renovado hotel irá ter 88 quartos, “vários com minicozinha incorporada”, uma zona de restauração no último piso, dotada de um “rooftop” com vista para o rio, duas salas de trabalho e, no piso -1, uma zona de lazer com piscina, balneário, ginásio e sauna.


“A Cari construtores irá usar processos de construção tradicional, preservando a construção existente da idade. A frontaria também se mantém, tendo recebido um novo piso em estrutura metálica”, realça a empresa.


“A obra tem uma enorme valimento ao nível da cidade e da zona ribeirinha oferecendo ao turismo uma maior oferta, proporcionando um propagação da cidade sendo oriente já visível”, enfatiza João Rodrigues, da direção de obra da Cari construtores, que prevê concluir a obras “em meados de 2026”.


Já em declarações ao Quotidiano de Coimbra, José Madeira, possuidor das duas unidades hoteleiras coimbrãs, sinalizou que o Hotel Bragança deverá estar a funcionar com a classificação de quatro estrelas no verão de 2026.


Ao mesmo jornal, o empresário, que é presidente da delegação de Coimbra da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP),  revelou que a sua família também adquiriu o prédio de quatro pisos da antiga Feira Móveis, na Rua António Granjo, nas traseiras da Escola Básica de São Bartolomeu, que poderá ser transformado num espaço devotado a escritórios.


José Madeira e os filhos ainda não definiram um projeto para o prédio, o qual, por ora, vai ser doado, gratuitamente, à Câmara de Coimbra para apoiar uma das iniciativas do programa Verão a 2 Tempos – “Cave – Obras da Coleção Encontros de Retrato”, do Meio de Artes Visuais (CAV).

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