O Banco de Moçambique (BdM) queixa-se da ausência de uma base de dados sobre condenados por crimes conexos ao branqueamento de capitais, assumindo que tem de realizar o processo manualmente, recorrendo às notícias publicadas pela comunicação social. “No que tange às fontes de informação independentes, constata-se a inexistência de um órgão central independente responsável pela manutenção de uma base de dados com informação relevante sobre pessoas singulares e coletivas”, avança o relatório de Avaliação Sectorial de Riscos de Branqueamento de Capitais elaborado pelo banco central. Neste sentido, no documento citado pela Lusa, o BdM considera pertinente que se inclua a informação sobre indivíduos e entidades julgados e condenados por crimes conexos ao branqueamento de capitais, acrescentando que a mesma informação deve ser regular e partilhada com Banco de Moçambique, Ministério dos Negócios Estrangeiro e Cooperação.advertisement Refere igualmente, como exemplo, que, “embora seja centralizada em sede de declaração de património, junto da Procuradoria-Geral da República, ainda não existe em Moçambique uma base de dados centralizada e actualizada sobre Pessoas Politicamente Expostas e outros clientes nacionais de alto risco”. Em Junho, a ministra das Finanças, Carla Louveira, revelou que, no quadro dos esforços para a remoção do País da “lista cinzenta”, já tinham sido cumpridas as 26 acções recomendadas que constam do plano do GAFI, “o que levou esta entidade a reconhecer a capacidade das nossas instituições em prevenir e combater crimes de branqueamento de capitais e de financiamento de terrorismo.” Além de Moçambique, estão na “lista cinzenta” países como Angola, Namíbia, África do Sul e Tanzânia. Em Maio, as autoridades nacionais anunciaram que Moçambique já havia cumprido todos os indicadores para deixar de figurar naquele grupo. O País entrou a 22 de Outubro de 2022 na “lista cinzenta” do GAFI por não ter eliminado as deficiências na luta contra o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.
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