O secretário português de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, considera a participação na 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) um passo decisivo para reforçar as relações bilaterais com Moçambique, colocando o evento como “pontapé de saída” para a cimeira luso-moçambicana, marcada para Dezembro, em Lisboa, informou a agência Lusa. O governante, que inaugurou esta segunda-feira (25) o pavilhão do seu país, sublinhou a relevância da feira para a diplomacia económica. “Uma presença na FACIM é muito importante para Portugal, não só pelas relações bilaterais que temos com Moçambique ao longo de décadas, mas principalmente porque abre uma nova perspectiva de investimentos”, afirmou, depois de visitar os expositores portugueses no certame. Segundo o governante, estão criadas as condições para estreitar ainda mais a cooperação económica e cultural, aproveitando a língua e a história partilhada como elementos de aproximação. “A cultura e a língua portuguesa são um veículo essencial para reforçarmos não só os laços económicos, mas também a relação entre os povos”, destacou. Pedro Machado adiantou que durante a sua estadia em Maputo vai reunir-se com vários membros do Governo, nomeadamente com o ministro da Economia, para discutir a preparação da cimeira que decorrerá a 8 e 9 de Dezembro em Lisboa. A reunião de alto nível foi anunciada em Julho pelo primeiro-ministro português, Luís Montenegro, na sequência da visita oficial do Presidente da República, Daniel Chapo, a Portugal. Na altura, Luís Montenegro considerou que tanto Portugal como Moçambique vivem uma fase inicial de novos ciclos políticos e que isso abre espaço para dar “nova energia” à cooperação bilateral. “Não há melhor expressão desta vontade do que retomarmos as cimeiras bilaterais, que têm um papel estratégico para consolidar a parceria entre os dois países”, afirmou o chefe do Governo português. Uma presença na FACIM é muito importante para Portugal, não só pelas relações bilaterais que temos com Moçambique ao longo de décadas, mas principalmente porque abre uma nova perspectiva de investimentos A participação portuguesa na FACIM, com 25 empresas representadas, é entendida como uma oportunidade para estreitar contactos empresariais, captar investimento e promover a instalação de novas empresas em Moçambique. O pavilhão luso inclui sectores como turismo, construção, serviços e agro-indústria, considerados áreas prioritárias de cooperação. A FACIM, maior feira de negócios do País, reúne este ano 3150 expositores de 27 países, dos quais 800 estrangeiros e 2350 nacionais, estando previsto que mais de 70 mil visitantes passem pelo espaço até ao encerramento, a 31 de Agosto. O certame funciona como plataforma de promoção de bens e serviços, mas também de debate económico, acolhendo seminários, bolsas de contacto e fóruns empresariais, entre os quais um dedicado às relações com a África do Sul. Para o Governo português, a presença em Maputo não se resume a uma acção de promoção comercial, mas integra-se numa estratégia de cooperação mais ampla. “A FACIM é mais do que uma feira, é uma porta aberta para reforçar as nossas relações bilaterais e preparar a cimeira de Lisboa”, concluiu Pedro Machado, sublinhando a importância de traduzir os contactos estabelecidos em negócios concretos e de longo prazo.
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