A operação visa acelerar a produção de ‘chips’ usados ​​em sistemas de inteligência artificial (IA), que integra a disputa em curso entre China e EUA pelo domínio das tecnologias do futuro. Segundo fontes citadas pela publicação, fábricas chinesas que produzem ‘chips’ para telemóveis e aplicações de IA estão a melhorar o desempenho de máquinas de litografia ultravioleta profunda (DUV) — nomeadamente o modelo Twinscan NXT:1980i — através da aquisição de componentes no mercado secundário, incluindo plataformas mecânicas (“stages”), lentes e sensores de maior precisão. Essas atualizações têm permitido às fábricas aumentar a produção de ‘chips’ de sete nanómetros, apesar das restrições que impedem a ASML de fornecer à China as suas máquinas DUV mais recentes ou qualquer equipamento de litografia ultravioleta extrema (EUV), essencial para processos mais avançados. Empresas como a Semiconductor Manufacturing International Corporation (SMIC) e a Huawei são conhecidas por usar máquinas DUV antigas da ASML para produzir ‘chips’ de sete nanómetros, embora não esteja confirmado se também receberam atualizações de componentes. A escassez de chips de memória podem levar ao aumento de preços de telemóveis, gadgets e de outros dispositivos eletrónicos, com as gigantes tecnológicas a investirem mais na construção de data centers e de desenvolvimento de Inteligência Artificial. Miguel Patinha Dias | 12:41 – 11/12/2025 As melhorias, realizadas com assistência de empresas terceiras fora do controlo direto da ASML, permitem às fabricantes mitigar os custos adicionais e as perdas de rendimento associadas ao processo de “multi-patterning” — exposição múltipla do ‘wafer’ para compensar a falta de tecnologia EUV –, comum nas linhas de produção chinesas mais avançadas. A ASML confirmou que “cumpre rigorosamente todas as leis e regulamentos aplicáveis” e negou fornecer atualizações que aumentem o desempenho dos sistemas para além do permitido. Atualmente, a empresa está impedida de melhorar a precisão (“overlay”) ou a velocidade (“throughput”) das máquinas DUV em mais de 1%. Apesar disso, dados revelam que a ASML exportou várias unidades dos modelos mais recentes — 2050i e 2100i — para a China antes de o Governo dos Países Baixos revogar a respetiva licença em setembro de 2024. A procura por equipamentos disparou antes das restrições, levando a ASML a faturar 10,2 mil milhões de euros na China em 2024, o equivalente a 36% da receita global, face a 7,2 mil milhões de euros no ano anterior. A administração norte-americana, através do Bureau of Industry and Security (BIS), tem investigado o apoio da ASML às fabricantes chinesas e pondera apertar ainda mais as regras, embora não esteja claro se avançará com novas medidas após o sinal de trégua na guerra comercial entre Washington e Pequim. Analistas da empresa de análise tecnológica TechInsights afirmaram este mês que a SMIC continua a ultrapassar os limites do processo de sete nanómetros com técnicas avançadas de litografia DUV. Já o novo processador Kirin 9030 da Huawei revela o processo de fabrico mais sofisticado alcançado até agora por fábricas chinesas. “A indústria chinesa conseguiu feitos impressionantes sem acesso total ao equipamento de ponta usado por empresas como a TSMC ou a Samsung”, disse Dan Kim, diretor de estratégia da TechInsights. Leia Também: Fabricante de chips estreia-se na bolsa de Xangai com valorização de 700%

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