a d v e r t i s e m e n tA ExxonMobil está atenta a projectos energéticos na África do Sul, que considera um dos principais destinos para o gás natural liquefeito (GNL), anunciou o vice-presidente de Desenvolvimento do Mercado de GNL, Shahrukh Mirza, numa conferência africana sobre energia realizada na Cidade do Cabo nesta terça-feira (30).

De acordo com a Reuters, os Estados Unidos da América (EUA) são o maior produtor mundial de gás natural e o maior exportador de GNL, e podem consolidar o seu domínio com vários novos projectos a entrar em funcionamento, o que poderá agravar o excesso de oferta de gás até 2030.

A África do Sul tem mantido conversações com o seu rival produtor de GNL, o Qatar, na tentativa de garantir o abastecimento para a sua indústria, uma vez que as importações do vizinho Moçambique, que fornece a maior parte do gás através de gasodutos, começam a esgotar-se, afirmou anteriormente o ministro da Electricidade, Kgosientso Ramokgopa.

“Identificámos a África do Sul como um dos mercados de maior prioridade para iniciar vendas de GNL de longo prazo no país”, afirmou Shahrukh Mirza, acrescentando que “isso significa que é preciso construir ou habilitar infra-estruturas de importação de GNL com parcerias para que tal seja possível.”

Estudos realizados pela grande petrolífera norte-americana sugeriram que a África do Sul precisaria de 6 a 7 gigawatts de novas centrais eléctricas a gás, de acordo com Mirza, à medida que o país se afasta das unidades eléctricas a carvão para formas de energia mais limpas, incluindo a eólica e solar.

Em Maio, a África do Sul propôs comprar mil milhões de dólares em GNL ao longo de um período de dez anos, como parte das propostas para garantir um novo acordo comercial. No entanto, após várias tentativas frustradas de propor um acordo comercial, o Presidente dos EUA, Donald Trump, impôs uma tarifa de 30% sobre as importações da economia mais desenvolvida de África em Agosto.

As afiliadas da ExxonMobil assinaram anteriormente um memorando de entendimento com a empresa holandesa Royal Vopak para colaborar num estudo de viabilidade no sentido de avaliar os aspectos comerciais e técnicos de um terminal de regaseificação de GNL na África do Sul.

A empresa multinacional de armazenamento e manuseio de produtos químicos Vopak e a sua parceira Transnet Pipelines foram seleccionadas no ano passado pela África do Sul para desenvolver e operar um terminal de GNL no porto de Richards Bay por 25 anos. “Acreditamos que este é o começo, acreditamos que haverá uma necessidade por mais e queremos estar nesse espaço”, apontou Mirza.

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