O director de Operações para o projecto Rovuma LNG liderado pela ExxonMobil, Justin Clouter, expressou “optimismo” sobre o progresso dos trabalhos de engenharia do projecto de extracção de gás oriundo liquefeito a ser desenvolvido na Superfície 4 da bacia do Rovuma, na província de Cabo Ténue, na região Setentrião de Moçambique.

“Agora está-se a trabalhar no design e estamos muito optimistas com o projecto e a investir muita vigor e esforço nele. Esperamos resultados positivos”, afirmou o responsável citado pela Lusa.

São concessionárias da Superfície 4 a Mozambique Rovuma Venture (MRV) S.p.A, uma joint venture co-propriedade da Eni, da ExxonMobil e da CNODC (70%), a Empresa Vernáculo de Hidrocarbonetos E.P. (10%), a Galp Força Rovuma B.V. (10%) e a KOGAS Moçambique Ltd. (10%).

Em Outubro, a McDermott – empresa fornecedora de primeira risco e totalmente integrada de soluções de engenharia e construção para o sector energético –, através de um consórcio com a Saipem e a China Petroleum Engineering and Construction Corporation, recebeu um contrato de projecto de engenharia de Front-End Engineering Design (FEED) para o Rovuma LNG (Liquefied Procedente Gas) Tempo 1 em Moçambique.

O projecto Rovuma LNG Tempo 1 representa um desenvolvimento significativo para o País e oferece uma oportunidade importante para o incremento poupado. O Rovuma LNG inclui a liquefacção e exportação de gás oriundo tirado dos campos da Superfície Offshore 4 ao largo da Península de Afungi, em Moçambique.

“O LNG ajuda a moldar uma era inteiramente novidade de soluções energéticas, e a McDermott desempenha um papel significativo nesta mudança global com mais de 60 anos de experiência em LNG”, disse, na profundidade, Rob Shaul, vice-presidente sénior do negócio de soluções de plebeu carbono da McDermott.

ExxonMobil anunciou ter investido, desde 2017, mais de 20 milhões de dólares em Moçambique porquê estratégia de teor sítio

O projecto da Exxon em Cabo Ténue – província a setentrião afectada há quase sete anos por ataques terroristas – previa, conforme estimativas iniciais, uma produção de 15,2 milhões de toneladas de gás por ano, mas agora a companhia antevê uma produção anual de 18 milhões de toneladas.

O director-geral da ExxonMobil em Moçambique, Arne Gibbs, tinha avançado, a 3 de Maio de 2024, a possibilidade de a decisão sobre o investimento ser tomada no final de 2025.

“Estamos optimistas, estamos a proceder, mas reconhecemos que há ainda desafios”, disse o responsável, avançando logo a Decisão Final de Investimento somente para o final do próximo ano.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás oriundo da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, todas localizadas ao largo da costa da província de Cabo Ténue.

Dois desses projectos têm maior dimensão e prevêem encanar o gás do fundo do mar para terreno, arrefecendo-o numa fábrica para depois o exportar por via marítima em estado líquido.

Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Superfície 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, posteriormente o ataque armado a Palma, em Março de 2021, profundidade em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura. O outro é o investimento ainda sem pregão à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Superfície 4).

Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Superfície 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.

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