a d v e r t i s e m e n tO sector de exportação de frutas da África do Sul — há muito tempo um pilar do comércio agrícola do país — mostra sinais de renovado dinamismo em 2026.
Após vários anos marcados por atrasos logísticos, pressão competitiva de outros produtores do hemisfério sul e incertezas tarifárias em mercados importantes, dados recentes apontam para volumes de exportação robustos em várias categorias, ressaltando a relevância contínua das frutas para a balança comercial e a renda rural da África do Sul.
De acordo com relatórios do sector, as exportações de citrinos atingiram níveis recorde em 2025, ultrapassando 203 milhões de caixas e superando as temporadas anteriores. Isto reflecte tanto a forte procura global como as estratégias de marketing melhoradas na Europa, Médio Oriente e Ásia. Entretanto, outras categorias de frutas — incluindo cerejas e frutas de caroço — também registaram um aumento significativo, contribuindo para uma perspectiva amplamente optimista para o sector.
Destaques do sector: citrinos, cerejas e frutos de caroço
Os citrinos continuam a ser os protagonistas. As exportações de citrinos frescos beneficiaram não só do crescimento do volume, mas também de um alcance geográfico mais alargado e de prémios de qualidade alcançados em mercados-chave. A capacidade do sector para sustentar o crescimento das exportações num contexto de dificuldades estruturais é uma prova do investimento de longa data dos produtores e embaladores na logística da cadeia de frio e na diversificação do mercado.
As exportações de cerejas, em particular, registaram um aumento notável. Fontes do sector apontam para um aumento de cerca de 25% nos volumes enviados, grande parte deles com destino à Ásia — e com planos de expansão que visam a China como um mercado estratégico de longo prazo. As categorias de frutas com caroço, como nectarinas e pêssegos, também estão posicionadas para crescer, com previsão de aumento das exportações na temporada actual de cerca de 6% em relação ao ano anterior.
Os obstáculos logísticos e de mercado continuam a ser importantes
Apesar dos sinais positivos, os desafios permanecem. A competitividade das exportações da África do Sul continua a ser testada pelo congestionamento portuário e pelos atrasos nos envios, que no final de 2025 perturbaram a época das uvas de mesa e corroeram algumas margens de lucro dos exportadores. A incerteza política — incluindo o tratamento tarifário em mercados como os Estados Unidos da América (EUA) — criou uma volatilidade episódica tanto para as nozes como para as frutas, mesmo que as isenções temporárias tenham atenuado o impacto imediato.
Estes obstáculos ressaltam uma realidade estrutural duradoura: o sucesso das exportações depende não apenas do rendimento dos pomares, mas também da eficiência da infra-estrutura logística e da clareza da política comercial.
Um sector resiliente com impulso para o futuro
Olhando para 2026, as exportações de frutas da África do Sul devem continuar a crescer, mas não de maneira uniforme. Cítricos e cerejas estão a liderar a recuperação, enquanto outras categorias continuam sensíveis aos riscos operacionais e de mercado. O quadro geral é de resiliência, em vez de transformação rápida, com ganhos incrementais apoiados por investimentos direccionados em qualidade, acesso ao mercado e logística.
Para os decisores políticos e investidores, a mensagem é clara: as exportações de frutas continuam a ser uma alavanca importante do comércio agrícola, mas o desbloqueio de todo o seu potencial dependerá de esforços sustentados para modernizar a infra-estrutura de exportação e aprofundar o acesso a mercados de alto crescimento.
Fonte: Further Africa
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