O Instituto Nacional do Café de Angola anunciou nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, que as exportações de café em 2025 renderam cerca de 10,2 milhões de euros, e Portugal foi o principal destino do mesmo. Segundo a Lusa, o diretor do Gabinete de Estudos, Planejamento e Estatística do Ministério da Agricultura e Florestas, Anderson Jerónimo, disse que nos últimos três anos entraram para os cofres do Estado 850 mil euros em 2023, cerca de 4,25 milhões de euros em 2024 e 10,2 milhões de euros em 2025. “A demanda mundial pelo café é muito grande, e temos condições efetivas de fazer a exportação dessa cultura. Estamos falando de Portugal, Polônia e Itália, os países que lideraram a importação do nosso café, mas também Alemanha e Espanha”, frisou. Por sua vez, o diretor-geral do Instituto Nacional do Café, Vasco Gonçalves, que fazia o ponto da situação do café no país, no âmbito da realização do conselho consultivo alargado do Ministério da Agricultura e Florestas de Angola, disse que Portugal importou, no ano passado, 961 toneladas desse produto, apesar de menos 3,1% em relação ao ano anterior. O responsável avançou que, em 2025, o país exportou 3288 toneladas de café, um aumento de 51,8% em relação a 2024, e produziu 10.500 toneladas de café no ano em referência, uma alta de 38,4% em relação ao ano anterior. Para o período 2026-27, o instituto tem como meta um aumento de 52,1% nas exportações, chegando a cinco mil toneladas, e uma elevação na produção de 33,3%, prevendo alcançar 14 mil toneladas de café. Segundo Vasco Gonçalves, atualmente o país conta com 19.894 produtores de café, em sua maioria familiares (19.570) e empresariais, e uma área de produção de 56.421 hectares, perspectivando para 2027 chegar a 64 mil hectares. “Em relação à produção de sementes, não fomos tão felizes, porque temos uma redução de 17% em relação a 2024. Na época da colheita não tivemos recursos suficientes e, por isso, não conseguimos chegar à meta desejada. Em relação à produção de mudas, tivemos um aumento de 61,5%, ou seja, produzimos quase dez milhões delas”, disse. “A procura mundial pelo café é muito grande e temos condições efetivas de fazer a exportação dessa cultura”Anderson Jerónimo O diretor-geral do Instituto Nacional do Café manifestou preocupação com a qualidade do café exportado, sublinhando que 76% das exportações deste produto por Angola está classificado como “segunda qualidade BB”. “Isso nos chama atenção. Ou seja, nossos cafés precisam ser melhorados. É verdade que eles têm uma boa qualidade do ponto de vista genético, mas precisamos fazer um trabalho muito alto no que diz respeito à sua melhoria”, indicou Vasco Gonçalves. A variedade de café mais exportada foi o Ambriz, com 70% das exportações, avançou ainda o responsável.

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