O Presidente da República, Daniel Chapo, convidou nesta quinta-feira, 11 de Dezembro, os empresários italianos a incrementarem o investimento em Moçambique, sobretudo nas áreas do turismo, agricultura e agro-indústria, de modo a participar na construção de um futuro de prosperidade. Falando em Roma, durante a Mesa-Redonda de Negócios Moçambique-Itália, realizada no âmbito da visita de trabalho de três dias que efectua àquele país, o chefe do Estado afirmou que Moçambique vive uma nova etapa de desenvolvimento aliada a um ciclo de independência económica, sobretudo no sector da energia, no processo de transição energética, na industrialização e cadeias de valor e infra-estruturas, bem como na capacitação do capital humano. “Há que destacar as reformas que tornam o País mais competitivo e previsível para o investimento privado. Falamos da redução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), os incentivos fiscais à agricultura, a isenção de vistos para 29 países e a simplificação de procedimentos administrativos”, descreveu o governante citado pelo jornal notícias. Discursando na reunião que contou com a presença de empresários italianos e moçambicanos, representantes governamentais e de instituições de cooperação, Daniel Chapo avançou que existem ambições comuns entre as duas nações, como transformar oportunidades em indústria e conhecimento em emprego, por meio de um quadro de confiança renovada. “Moçambique é o único país estrategicamente bem localizado ao nível da região da África Austral, para a construção de hidroeléctricas, centrais a gás, solares e eólicas. Almejamos ser um fornecedor de energia eléctrica para todos os países vizinhos que estão com défice, com foco para a África do Sul, Zimbabué, Essuatíni, Maláui e Zâmbia”, relatou. Em Setembro, o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, anunciou, em Maputo, que a República Italiana está a investir 188 milhões de dólares em programas estruturantes destinados à modernização da agricultura, promoção da inclusão produtiva e reforço da resiliência climática no País. Segundo Roberto Albino, Moçambique definiu como áreas prioritárias da cooperação com Itália a mecanização agrária para reduzir o esforço manual dos produtores, incluindo a formação de técnicos, operadores e académicos. Estão também em curso projectos de gestão agro-florestal sustentável, programas de reflorestamento, iniciativas de créditos de carbono e a expansão de sistemas modernos de irrigação, visando garantir a sustentabilidade da produção e reduzir a vulnerabilidade climática. O ministro disse, na altura, que o apoio italiano ao País tem-se intensificado nos últimos anos, destacando-se o Centro Agro-Alimentar de Manica, um investimento de 44,65 milhões de dólares, que apoia centenas de mulheres e Pequenas e Médias Empresas (PME) agrícolas em Manica e Sofala.
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