O Governo, através do Ministério dos Recursos Minerais e Virilidade (MIREME), anunciou que vai passar a utilizar uma plataforma de cadastro online para melhorar a organização dos dados estatísticos sobre as instalações petrolíferas que operam no mercado pátrio.

O director Pátrio de Hidrocarbonetos e Combustíveis, Moisés Paulino, explicou que um dos grandes desafios do sector petrolífero no País é a implementação do cadastro de dados que mostre a localização de todas as instalações licenciadas a nível pátrio, sem urgência dos interessados se deslocarem ao sítio.

Neste sentido, citado pela Lusa, o responsável clarificou que a iniciativa vai facilitar também o processo de licenciamento das empresas que operam em locais fora da cidade de Maputo, reduzindo o tempo e as dificuldades.

“A plataforma visa contribuir para uma melhor organização dos dados estatísticos das distribuidoras, retalhistas, técnicos petrolíferos, que operam no mercado de combustíveis, muito porquê prometer eficiência no atendimento”, explicou o director Pátrio de Hidrocarbonetos e Combustíveis.

Presentemente, o mercado petrolífero pátrio está em desenvolvimento, com foco na exploração e produção de gás proveniente liquefeito (GNL). Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás proveniente da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, todas localizadas ao largo da costa da província de Cabo Fino.

Dois desses projectos têm maior dimensão e prevêem encanar o gás do fundo do mar para terreno, arrefecendo-o numa fábrica para depois o exportar por via marítima em estado líquido.

Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Superfície 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, depois o ataque armado a Palma, em Março de 2021, fundura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura. O outro é o investimento ainda sem pregão à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Superfície 4).

Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Superfície 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.

Em Abril, o Governo anunciou a aprovação de um investimento de 7,2 milénio milhões de dólares (aproximadamente 540 milénio milhões de meticais) para o projecto Coral Setentrião, que prevê a produção de 3,5 milhões de toneladas anuais (tmpa), com início das actividades previsto para 2028.

O projecto, que corresponde à segunda período de desenvolvimento do campo Coral Setentrião, será realizado com uma infra-estrutura flutuante de liquefacção de gás proveniente (FLNG), capaz de produzir 3,55 milhões de toneladas por ano. A sua instalação incluirá seis poços de produção.

A novidade plataforma flutuante Coral Setentrião será uma réplica da plataforma Coral Sul. A italiana Eni está agora a discutir com o Governo os detalhes finais do desenvolvimento do projecto, e a continuar com os processos de obtenção e estudos de impacto ambiental, além de contratos para perfuração.

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