advertisemen tA secretária de Estado das Comunidades cabo-verdianas, Vanusa Barbosa, concluiu, nesta segunda-feira (19), uma visita aos Estados Unidos da América (EUA), na qual procurou sensibilizar a diáspora para o cumprimento das regras da imigração norte-americanas, admitindo “preocupações” com as recentes limitações impostas por Donald Trump. De acordo com a Lusa, Vanusa Barbosa, em visita à região de Nova Inglaterra, no nordeste dos EUA, indicou que encontrou a comunidade cabo-verdiana “preocupada” e “apreensiva” com a situação e confirmou que tem estado em diálogo com o Executivo norte-americano para tentar ultrapassar os entraves à mobilidade de cidadãos cabo-verdianos. Num espaço de poucas semanas, Washington incluiu Cabo Verde numa lista em que os cidadãos que viajem a negócios ou turismo (vistos B1/B2) terão de prestar uma caução até 15 mil dólares e suspendeu a emissão de vistos de imigrantes oriundos do arquipélago. “Recebemos essa notícia, da suspensão da atribuição de vistos para imigração, com alguma preocupação. Obviamente que isso tem um impacto enorme na nossa comunidade. Nós sabemos que as famílias têm sempre essa preocupação de instruir processos de petição para reagrupamento familiar e, neste momento, todo esse processo fica em standby (suspenso)”, observou a secretária de Estado. Vanusa Barbosa explicou que recebeu a informação de que a Embaixada dos Estados Unidos da América continua a fazer as “entrevistas para vistos normalmente, só que fica suspensa a atribuição dos mesmos até uma segunda reavaliação”, acrescentando: “Estamos em crer que possamos, na próxima reavaliação, sair dessa situação, mas obviamente que nos cabe a nós também fazer a nossa parte, trabalhar junto da nossa comunidade, numa perspectiva mais pedagógica de sensibilização para a diminuição da taxa do overstay (permanência além do tempo permitido) aqui nos EUA.” Nesse sentido, a governante apelou aos cidadãos que tenham a pretensão de permanecer nos EUA além do prazo que lhes é estabelecido à entrada na fronteira “que tomem a decisão de não o fazer e de regressar a Cabo Verde, porque isso ajudará enormemente numa próxima reavaliação para que Cabo Verde saia dessa lista.” “O Governo tem estado em diálogo (com a administração norte-americana). Mas nós também temos de dar um sinal. As pessoas já sabem que para que nós possamos sair dessa lista é necessário que façamos a nossa parte, e a nossa parte é nós sensibilizarmos os nossos familiares, amigos, conhecidos que aqui estão (nos Estados Unidos) a regressarem no prazo estabelecido”, acrescentou Barbosa. A secretária de Estado das comunidades espera regressar em breve aos EUA, para que possa levar essa acção de sensibilização à população cabo-verdiana residente noutras regiões norte-americanas. Washington incluiu Cabo Verde numa lista em que os cidadãos que viajem a negócios ou turismo terão de prestar uma caução até 15 mil dólares Em 6 de Janeiro, os EUA incluíram Cabo Verde e Angola numa lista de 38 Estados (onde já estavam Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe) cujos cidadãos que viajem a negócios ou turismo terão de prestar uma caução de até 15 mil dólares. Segundo o Governo cabo-verdiano, o país apresenta uma taxa de permanência além do tempo permitido de 13,26%, acima dos 12,41% de 2013, valores superiores aos de vários outros países. Na quarta-feira, Cabo Verde passou também a integrar a lista de 75 países, incluindo o Brasil, suspensos do processo de obtenção de vistos de imigração. Ambas as medidas vão entrar em vigor nesta quarta-feira, 21 de Janeiro. Os Estados Unidos são um dos principais destinos da diáspora cabo-verdiana e o arquipélago vai disputar, este ano, o seu primeiro Campeonato do Mundo de futebol em solo norte-americano.
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