
Depois de passar dois anos na OpenAI ajudando a empresa de Inteligência Artificial a desenvolver seus modelos, a economista e pesquisadora Zoë Hitzig anunciou que pediu demissão na segunda-feira, 9 de fevereiro. Em artigo publicado no New York Times, Hitzig revela que o motivo que a levou a deixar a empresa tem a ver com o fato de a OpenAI ter começado esta semana a testar a implementação de anúncios publicitários no ChatGPT. Para Hitzig, a OpenAI está cometendo os mesmos erros que o Facebook cometeu há uma década. “Eu passei a acreditar que poderia ajudar as pessoas que desenvolvem Inteligência Artificial a antecipar problemas que a tecnologia criaria”, escreveu Hitzig. “Esta semana confirmou minha lenta percepção de que a OpenAI parece ter parado de fazer as perguntas que eu queria ajudar a responder.” Ryan Beiermeister ocupava o cargo de vice-presidente de Política de Produto e teria sido contra o lançamento do modo adulto que deve chegar ao ChatGPT em 2026. A OpenAI decidiu demitir a executiva, acusando-a de discriminação sexual contra um colega homem. Miguel Patinha Dias | 14:52 – 11/02/2026 Hitzig traçou paralelos com o começo do Facebook, quando a rede social prometeu aos usuários que eles teriam controle em relação aos seus dados, notando que são promessas que ficaram para trás tendo em vista o estado atual da plataforma detida pela Meta. No artigo, Hitzig diz que a OpenAI poderia seguir o mesmo caminho do Facebook e que, eventualmente, o motor econômico movido por esses comerciais poderia levar a empresa a mudar suas próprias regras. No caso da OpenAI, aponta Hitzig, o caso pode ser ainda mais grave considerando que os dados obtidos pela empresa são decorrentes de conversas de usuários com o ChatGPT – com algumas delas indo desde problemas de relacionamento, problemas médicos, crenças religiosas etc. O primeiro produto de hardware da OpenAI criado em colaboração com o ex-designer da Apple Jony Ive deve assumir a forma de fones de ouvido sem fio. Eles serão, é claro, equipados com o modelo de Inteligência Artificial da empresa. Miguel Patinha Dias | 08:44 – 09/02/2026 A ex-pesquisadora da OpenAI afirma que os usuários do ChatGPT compartilharam coisas com o chatbot “porque acreditavam que estavam falando com algo que não tinha segundas intenções”, observando que é algo que não acontecerá quando os comerciais começarem a ser exibidos para todos os usuários. Quanto ao tipo de dados que a OpenAI tem coletado sobre os usuários, Hitzig observa que se trava de um “arquivo de sinceridade humana sem precedentes”.
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