a d v e r t i s e m e n tUm legislador norte-americano apresentou uma proposta de lei que visa impedir o Zimbabué de obter novos financiamentos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial até que pague os 3,5 mil milhões de dólares que deve aos agricultores brancos cujas terras foram confiscadas há mais de duas décadas.

O país da África Austral chegou a uma decisão em 2020, ao abrigo do chamado Acordo de Compensação Global, para reembolsar os agricultores pelas melhorias que fizeram nas terras que foram confiscadas por militantes apoiados pelo Governo. 

Os termos iniciais do acordo nunca foram cumpridos e, desde então, foram revistos várias vezes. Em Abril, as autoridades revelaram um novo plano de pagamento que previa a emissão de títulos do Tesouro aos agricultores, uma opção que a maioria deles rejeitou.

Um projecto de lei de 11 de Setembro do ano passado, proposto por Brian Mast, congressista republicano da Flórida e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, visa bloquear o apoio dos Estados Unidos da América (EUA) a qualquer financiamento novo ou ampliado ao Zimbabué, a menos que o país se comprometa a liquidar os seus pagamentos em atraso no prazo de 12 meses após a aprovação do financiamento.

Se aprovada, a legislação também exigirá que o país da África Austral ajuste a compensação pela inflação e garanta que ela não seja liquidada com títulos emitidos pelo Zimbabué.

O país está excluído dos mercados de capitais internacionais desde 1999, após ter entrado em incumprimento com a dívida contraída junto de credores como o Banco Mundial, o Clube de Paris e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). 

O Governo já apelou a dez nações, incluindo a China e a França, para que considerassem a concessão de um financiamento provisório no valor total de 2,6 mil milhões de dólares para o ajudar a reembolsar os credores multilaterais, mas até ao momento nenhum deles se comprometeu.

As relações entre Washington e Harare têm sido frias devido a tensões de longa data relacionadas com violações dos direitos humanos, falta de reformas democráticas e disputas não resolvidas decorrentes da expropriação de terras, o que levou a sanções por parte dos EUA.

Fonte: Bloomberg

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