advertisemen tAs exportações para os Estados Unidos da América (EUA) caíram 46% desde Abril de 2025, tendo as pequenas empresas (PME) de venda directa ao consumidor (D2C) sido as mais afectadas, segundo o Índice de Exportação de PME, lançado hoje (20) pela plataforma sul-africana de expedição internacional TUNL. Apontado como o primeiro índice a medir o verdadeiro impacto das tarifas norte-americanas sobre as pequenas e médias empresas sul-africanas, o índice baseia-se em volumes reais de expedição provenientes de um grupo fixo de 1850 exportadores do país, fornecendo igualmente um barómetro mensal sobre a forma como as tarifas estão a afectar as pequenas empresas que vendem produtos para o mundo inteiro. Entre estas encontram-se marcas conhecidas como Ciovita, Versus Socks, Freedom of Movement, Old School Brand e Melvill & Moon. Deixou também de existir uma barreira de baixo valor que protegia determinadas exportações. “Embora as novas tarifas recíprocas de 30% tenham sido anunciadas em Abril, os consumidores estavam, em grande parte, protegidos pela isenção de 800 dólares, que permitia a entrada nos EUA de encomendas avaliadas em menos de 800 dólares livres de direitos”, afirmou Craig Lowman, director executivo e co-fundador da TUNL. Revogada a 29 de Agosto, a isenção cancelada significa que todas as encomendas passaram a ser taxadas, independentemente do valor das mercadorias. Combinada com as tarifas recíprocas, esta alteração significativa levou a uma forte quebra nas expedições para os EUA em Setembro, à medida que os consumidores norte-americanos recuavam perante os custos de importação, refere a TUNL em comunicado. “Os nossos dados mostram uma queda de 46% nos volumes de exportação das PME sul-africanas para o país norte-americano no mês passado, em comparação com a linha de base de 1 de Abril, que escolhemos por ser imediatamente anterior ao anúncio das novas tarifas”, revelou Lowman. “As PME representam empregos, empreendedorismo e o futuro das exportações culturais sul-africanas. As tarifas dos EUA atingiram a nossa comunidade de pequenos exportadores como uma marreta, expulsando-os do mercado norte-americano”, destacou. Por sua vez, a directora de operações da TUNL, Aretha Coopers, sublinhou que os Estados Unidos têm sido tradicionalmente um mercado de grande crescimento para as PME locais. “Contudo, com tarifas neste nível, é quase impossível competir em preço sem destruir as margens. Para as PME, simplesmente não há margem para absorver este tipo de custo. Trata-se de uma situação macroeconómica global que afecta muitas pequenas empresas em todo o mundo”, afirmou, acrescentando: “Acreditamos que a transparência dos custos é fundamental para converter visitantes em compradores.” Para a responsável, o índice mostra claramente por que é tão importante para os exportadores de PME terem visibilidade das taxas e impostos. “Para alguns comerciantes faz mais sentido reorientar as suas exportações para outras geografias, onde acordos comerciais existentes possam aliviar as tarifas”, anuiu. Fonte: Southern African’s
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