a d v e r t i s e m e n tO Estado arrecadou, em 2025, receitas no valor de 352,6 mil milhões de meticais (4,6 mil milhões de euros), mas falhou a meta estabelecida no Plano Económico Social e Orçamento do Estado (PESOE), anunciou o Governo, após a reunião semanal do Conselho de Ministros, realizada em Maputo.

Segundo a agência Lusa, o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, reconheceu que “a implementação do PESOE decorreu num cenário internacional e doméstico extremamente adverso”, sublinhando que 2025 marcou o primeiro ano de governação do Presidente Daniel Chapo, num contexto de forte recessão económica após a contestação ao processo eleitoral de Outubro de 2024.

De acordo com o governante, as acções previstas no documento orçamental foram “rigorosamente orientadas para a promoção da paz, estabilidade, inclusão social e o relançamento das bases para dinamizar a economia nacional”. O desempenho global do PESOE situou-se em 77%, sendo que, dos 470 indicadores avaliados, 360 registaram execução positiva e 110 apresentaram resultados negativos.

No que respeita à despesa pública, o Estado executou 449,7 mil milhões de meticais, 86,5% da meta anual e abaixo dos 89,7% registados em 2024. Já a cobrança de receitas atingiu 91,4% do previsto, ligeiramente inferior aos 91,6% alcançados no ano anterior.

Inocêncio Impissa apontou como factores condicionantes “os impactos provocados pela volatilidade dos conflitos externos, o desafio contínuo do terrorismo em Cabo Delgado e as repercussões económicas das manifestações pós-eleitorais”, além do impacto de três ciclones que afectaram o País.

“Não obstante os constrangimentos acima, registamos factos favoráveis, com destaque para a melhoria da estabilidade política com o lançamento do Diálogo Nacional Inclusivo”, afirmou, acrescentando que o resultado alcançado “é fruto de um esforço combinado perante o limitado espaço fiscal e as crises internas e externas”.

O porta-voz destacou ainda que 2025 foi marcado pelo lançamento de iniciativas estruturantes, como o Fundo de Desenvolvimento Local, o Fundo Catalítico, o Fundo de Garantia Mútua e o Fundo de Recuperação Económica, instrumentos que, segundo o Governo, visam dinamizar a economia nacional a curto e médio prazo.a d v e r t i s e m e n t

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