O Parlamento sul-africano deverá legalizar, esta quarta-feira, a Lei de Orçamento do Estado para oriente ano.

Esta terça-feira, a Confederação Democrática, segundo maior partido do Governo de Unidade Pátrio, sinalizou que vai votar em prol, depois de incertezas das últimas semanas.

O líder do DA, John Seteenhiusen, explicou que a mudança do sentido de voto do partido dele se deve ao facto de Cyril Ramaphosa ter exonerado na última segunda-feira, a Ministra do Ensino Superior e Formação, Nobuhle Nkabane.

No início deste mês, a Confederação Democrática apresentou uma queixa-criminal contra Nkabane, acusando-a de mentir no Parlamento sobre supostas nomeações de quadros do ANC, para cargos de crédito nas instituições por ela tuteladas.

Na profundeza, o partido deixou evidente que não vai concordar os orçamentos de Ministérios cujos titulares estejam implicados em irregularidades.

Provavelmente, o insucesso nas negociações que o ANC levou a acabo com partidos fora do Governo de Unidade Pátrio, uma vez que o ACTION SA, na tentativa de viabilizar a Lei de Orçamento de Estado, pode ter pressionado o Presidente Cyril Ramaphosa a alongar a Ministra Nkabane.

Num transmitido divulgado, esta terça-feira, a Confederação Democrática afirmou que a destituição de Nkabane foi um primeiro passo crucial para a responsabilização de Ministros comprometidos.

No entanto, o ANC já veio a público expor que as mudanças operadas no Ministério do Ensino Superior e Formação zero têm a ver com a votação desta quarta-feira, no Parlamento.

Com o voto favorável do DA fica garantida a aprovação da Lei eo Orçamento da África do Sul.

O voto contra, esse, virá da bancada do Umkhonto We Sizwe e de outros partidos do chamado conjunto progressista.

Esta terça-feira, o partido de Jacob Zuma não só reiterou que vai votar contra a proposta da Lei de Orçamento, uma vez que remeteu a presidente do parlamento uma proposta de moção de increpação contra Cyril Ramaphosa.

O Umkhonto We Sizwe exige uma sessão extraordinária urgente, nas próximas duas semanas, para debater e votar a moção.

Esta formação política cita uma série de preocupações, que vão desde o aumento da taxa de criminalidade, má gestão econômica, falhas na segurança vernáculo e diz ainda que a liderança de Ramaphosa corroeu a crédito pública e permitiu que o país se desintegrasse.

O Partido de Zuma evoca alegações de interferência, falta de responsabilização, alegações de depravação endémica e falhas no fornecimento de serviços básicos ao povo, para concluir que os sul-africanos perderam a crédito no presidente.

Sem o suporte do DA, o chumbo da proposta de moção de increpação contra o presidente Cyril Ramaphosa é quase notório. (RM Johannesburg)

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