a d v e r t i s e m e n tEspecialistas em economia e comércio alertaram para a necessidade de alinhar as leis comerciais nacionais com os protocolos da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA), advertindo que a falta de harmonização dos quadros jurídicos e institucionais poderia deixar o país à margem da iniciativa mais transformadora do continente africano.
O Zimbabué é membro da AfCFTA e esteve entre os primeiros a aderir ao acordo, assinado em Março de 2018 e ratificado a 25 de Abril de 2019. Como parte desta iniciativa, o país procura eliminar barreiras comerciais e criar um mercado único para dinamizar o comércio intra-africano e reforçar a integração regional.
Na 4.ª Edição da Conferência de Desenvolvimento Económico do Zimbabué (ZEDCON 2025), realizada em Bulawayo a 17 de Setembro, os participantes destacaram que a plena participação do país na AfCFTA depende de reformas políticas rápidas e de maior cooperação regional.
A AfCFTA, já operacional, dá aos exportadores do Zimbabué acesso preferencial a um mercado de mais de 1,3 mil milhões de pessoas, com um Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a 3,4 biliões de dólares norte-americanos.
Segundo estimativas, o acordo poderá impulsionar a economia africana de 3 biliões de dólares em 2020 para 8 biliões até 2030. Esta projecção confirma o potencial transformador da AfCFTA para o continente.
O vice-director do Fórum Consultivo Económico Nacional, Justice Isheaunesu Dzama, afirmou numa apresentação que a adesão do Zimbabué à AfCFTA impulsionou de forma significativa as exportações bilaterais do país a partir de 2021.
“A AfCFTA melhorou o acesso do Zimbabué ao mercado de 25 parceiros africanos. O efeito é heterogéneo entre os sectores, com algumas indústrias a beneficiarem mais do que outras”, disse o responsável.
Justice Isheaunesu Dzama apelou ainda a reformas urgentes na facilitação do comércio. “É necessário modernizar e digitalizar as alfândegas e reduzir os tempos de desembaraço para diminuir as barreiras não tarifárias ocultas e melhorar a competitividade. Além disso, precisamos de harmonizar as normas e os regulamentos”, concluiu.
Fonte: The Herald
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