O Governo anunciou esta quinta-feira (22) que mais de 180 mil hectares de produção agrícola estão inundados e que mais de 150 mil cabeças de gado foram perdidas devido às cheias que afectam várias regiões do País, no âmbito da época chuvosa 2025-26, informou a Lusa. De acordo com o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, “foram inundados 186,7 mil hectares”, sendo a província de Gaza a mais afectada, com 100,5 mil hectares destruídos nos distritos de Chókwè e Massingir, seguida pela província e cidade de Maputo. Na província e cidade de Maputo, as cheias atingiram 51,6 mil hectares de produção agrícola nos distritos de Magude, Manhiça e Namaacha, enquanto a província de Inhambane regista 20 mil hectares inundados e a província de Sofala contabiliza 4691 hectares afectados. No sector da pecuária, o Executivo destacou perdas expressivas, sobretudo na província de Gaza, onde se registou a morte de 55,8 mil cabeças de gado bovino, 7749 de gado caprino e 1237 de gado ovino, tornando a região uma das mais afectadas pelas inundações. “A província de Maputo regista perdas de 47,1 mil cabeças de gado bovino, 23,4 mil de gado caprino e 7920 suínos, afectando 4337 criadores”, declarou Inocêncio Impissa, sublinhando o impacto directo das cheias nos meios de subsistência das comunidades. O balanço do Governo indica ainda que, na região sul do País, as bacias hidrográficas dos rios Maputo, Umbelúzi, Incomáti, Limpopo, Inhanombe, Mutamba e Save continuam a registar volumes elevados de escoamento, mantendo-se acima do nível de alerta. Apesar de uma redução gradual, as barragens dos Pequenos Libombos, Massingir e Corumana continuam com níveis elevados de armazenamento, podendo atingir as cotas de segurança nos próximos dias, enquanto na barragem de Senteeko, na África do Sul, “persiste o risco de inundações”. Recentemente, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) emitiu um aviso amarelo devido à aproximação de uma depressão tropical no Canal de Moçambique, que poderá provocar chuva moderada a forte e ventos com rajadas até 70 quilómetros por hora, numa altura em que o número de mortos subiu para 122, com seis desaparecidos, 99 feridos e 682 mil pessoas afectadas em todo o território nacional.advertisement
Painel