A empresa Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) vai retomar, na próxima segunda-feira (26), o transporte ferroviário de passageiros no sul do País, 12 dias após a interrupção causada pelas cheias, anunciou a empresa estatal.
Num comunicado citado pela Lusa, a CFM esclareceu que a retoma vai abranger a linha de Goba e as carreiras de Matola-Gare, Manhiça e Marracuene, integradas nas linhas de Ressano Garcia e de Limpopo, respectivamente, todas localizadas na região Sul de Moçambique.
Segundo a empresa, a reposição dos comboios de passageiros insere-se nos esforços em curso para restabelecer a circulação de pessoas e bens, depois da suspensão dos serviços provocada pelas chuvas intensas, que comprometeram a segurança e a operacionalidade da linha férrea.
A circulação ferroviária tinha sido suspensa nas linhas de Ressano Garcia e de Goba, que ligam Maputo à África do Sul e ao Essuatíni, respectivamente, na sequência das inundações que condicionaram a exploração segura das infra-estruturas ferroviárias.
Na ocasião, o director de operações ferroviárias dos CFM-Sul, Arnaldo Manjate, explicou que, na linha de Ressano Garcia – que liga o Porto de Maputo à fronteira de Ressano Garcia com a África do Sul -, foram registados vários pontos de desabamento de taludes ao longo do traçado.
De acordo com Arnaldo Manjate, também se verificaram situações críticas na zona de Moamba, onde as águas chegaram a galgar a plataforma da linha, obrigando à realização de trabalhos de abertura de canais para facilitar o escoamento e reduzir a pressão exercida sobre a infra-estrutura ferroviária.
Entre os principais danos identificados, o responsável destacou o arrastamento de solos, balastros, carris e travessas, uma situação que exigiu intervenções de emergência para garantir condições mínimas de segurança. Na zona da Matola-Gare, as águas ultrapassaram igualmente a linha, tendo sido abertas valetas para assegurar um escoamento adequado.
Um cenário semelhante foi registado na linha de Goba, que liga Maputo ao Essuatíni, onde a circulação esteve suspensa devido à acumulação de águas pluviais. A mesma situação ocorreu na linha de Limpopo, cuja interrupção tinha sido anunciada pela CFM no passado dia 15 de Janeiro.a d v e r t i s e m e n t
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