
Numa mesa redonda sobre segurança energética no Fórum Económico de Davos, na Suíça, o responsável turco destacou três princípios que devem marcar as políticas dos países, em particular a diversificação para evitar concentrar os riscos. “Não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta”, afirmou, acrescentando que os outros dois princípios são a previsibilidade e a cooperação. No caso da previsibilidade, Fatih Birol apontou que “as oscilações são mortais” e, na cooperação, que quando se escolhe um parceiro errado, é difícil separar-se dele devido aos acordos e contratos de longo prazo. “Os países que aplicam estas estratégias são os que ganham”, acrescentou, citado pela agência noticiosa Efe. O diretor executivo da AIE acrescentou que há duas tendências: uma que privilegia a produção própria para reduzir a dependência do exterior, e outra em que procura o parceiro mais fiável para o fornecimento ao invés do custo. Na análise global, Fatih Birol considerou que esta é “a era da eletricidade” e que a procura aumentou a um ritmo três vezes superior — impulsionada principalmente pelos centros de dados, pelos aparelhos de ar condicionado e pelos veículos elétricos. Essa procura está a ser alimentada por energias renováveis, gás natural e centrais nucleares. Sobre a descida do preço do barril de petróleo, referiu que a procura abrandou, ao mesmo tempo que a oferta aumentou graças a produtores como os Estados Unidos da América, Brasil ou Guiana, observando que algo semelhante está a acontecer com projetos de gás natural liquefeito (GNL). Em sentido inverso, alertou para os preços do cobre, que subiram 45% no último ano, devido às necessidades específicas do setor, e para o processo de refinação de muitos minerais essenciais para a transição energética, que está a ser monopolizado pela China. JO // CSJ Lusa/Fim
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