a d v e r t i s e m e n tO grupo Goldman Sachs Inc., uma das principais empresas globais de banca de investimento e gestão de valores mobiliários, prevê que a melhoria das finanças públicas da África do Sul abrirá caminho para uma subida da notação de crédito soberano. A previsão surge poucos dias depois de o ministro das Finanças, Enoch Godongwana, ter apresentado a actualização orçamental do país.
A agência S&P Global Ratings, que avalia a dívida externa de longo prazo da África do Sul em BB-, três níveis abaixo do grau de investimento, com perspectiva positiva, deverá rever a classificação de crédito do país no final desta semana. A expectativa é que a avaliação acompanhe a trajectória de consolidação orçamental do Governo sul-africano.
“Pensamos que é bastante provável que procedam à melhoria”, afirmou Andrew Matheny, economista do Goldman Sachs Inc., em entrevista. Para o especialista, uma subida da notação de crédito representaria um marco importante, aumentando a confiança no país e nos seus activos financeiros.
Uma melhoria na notação também seria um sinal de crescente confiança nos esforços de consolidação orçamental do Governo sul-africano, liderado por Enoch Godongwana, até agora marcados por grandes défices e sucessivos resgates de empresas públicas em dificuldades. Este contexto económico torna a avaliação de crédito um indicador-chave da saúde financeira do Estado.
Quando o ministro das Finanças, Enoch Godongwana, apresentar, nesta quarta-feira (12), na Cidade do Cabo, a Declaração da Política Orçamental de Médio Prazo, espera-se que o Tesouro Nacional cumpra ou ultrapasse a principal previsão de défice orçamental. Em Maio, o Tesouro projectou uma lacuna de 4,6% para 2025-26, meta agora observada de perto pelos investidores.
“Estão a superar por larga margem e provavelmente irão apresentar uma narrativa bastante construtiva sobre a situação orçamental”, disse Andrew Matheny, economista sénior do Goldman Sachs Inc., acrescentando que as perspectivas do grupo alinham-se com quatro dos nove economistas inquiridos pela Bloomberg, incluindo especialistas do Bank of America Corp. e do RMB Morgan Stanley.
Segundo Andrew Matheny, as agências de notação estão a observar três condições principais: crescimento económico ligeiramente melhor, continuação da consolidação orçamental e ausência de novos resgates a empresas estatais. “Se as nossas expectativas para a Declaração de Médio Prazo se confirmarem, acreditamos que esses factores poderão desencadear a melhoria da notação”, explicou o economista.
Contudo, outras análises, como as de Gina Schoeman, economista da Citigroup Inc. para a África do Sul, indicam que a subida da notação poderá ocorrer apenas no próximo ano. “Pensamos que a revisão de crédito da S&P de 14 de Novembro ainda é demasiado prematura para uma melhoria”, sublinhou a especialista, referindo-se à necessidade de indicadores económicos mais sólidos.
Gina Schoeman acrescentou que uma melhoria em 2026 será possível caso o Produto Interno Bruto (PIB) cresça de forma consistente, apoiado por maior investimento fixo, uma relação dívida/PIB estabilizada e um Governo de unidade nacional mais estável.
Fonte: Bloomberg
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