a d v e r t i s e m e n tA empresa estatal Okavango Diamond Company (ODC), do Botsuana, vai inaugurar a vender diamantes numa base contratual em Setembro, ao abrigo de um novo conformidade de comercialização com a De Beers, uma multinacional líder na exploração, lapidação e comercialização de diamantes em todo o mundo, disse o seu director-executivo, Mmetla Masire, citado pela Reuters.
Até agora, a ODC utilizava exclusivamente leilões online, realizados dez vezes por ano, uma vez que protótipo de venda. Esta será a primeira vez que a empresa adopta contratos com compradores fixos, ampliando as formas de escoar a produção e aproximando-se das práticas seguidas pelas grandes empresas do sector.
Segundo Masire, “o macróbio conformidade tinha uma cláusula que nos proibia de competir directamente com a De Beers nas vendas por contrato”. Com o termo dessa restrição, a ODC já iniciou o processo de selecção de compradores e espera adjudicar os contratos até Setembro.
Tapume de 40% da produção da empresa será vendida por contrato, enquanto os restantes 60% continuarão a ser escoados por via de leilões, parcerias estratégicas e empresas locais. O novo protótipo inspira-se no da De Beers, que vende 90% dos seus diamantes a compradores seleccionados, conhecidos uma vez que sightholders.
O novo pacto também aumentou a quota da ODC na Debswana, a sua parceria 50-50 com a De Beers. A participação subiu de 25% para 30% da produção global e chegará a 40% até ao termo do conformidade de dez anos. Pode ainda atingir 50% numa prorrogação opcional de cinco anos.
Esta maior fatia da produção, aliada à diversificação dos canais de venda, pode fortalecer a posição da empresa num mercado global ainda volátil. Em 2024, as receitas da ODC caíram para 60% do valor registado no ano anterior, devido à baixa procura e ao excesso de oferta.
Apesar das dificuldades, Masire acredita numa “recuperação lenta mas sustentada”, apoiada pela retoma da procura nos principais mercados. “O mercado internacional ainda é frágil e as tarifas dos Estados Unidos da América criaram incerteza, mas a China parece estar a restabelecer e a Índia também”, afirmou.
Para além de alinhar-se às práticas internacionais, o novo protótipo de vendas por contrato reforça o papel do Botsuana na indústria global de diamantes. A ODC pretende ainda aumentar os benefícios socioeconómicos, promovendo ganhos locais e envolvendo empresas do país no processo de comercialização de diamantes.
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