As ações da empresa abriram a 168 dólares de Hong Kong (18,2 euros) por unidade, face ao preço fixado de 106,89 dólares de Hong Kong (11,6 euros), embora o ganho se tenha moderado para 48,8% após as 11:00 locais (03:00, em Lisboa). A Montage, que produz ‘chips’ para centros de dados e aceleradores de inteligência artificial, vendeu quase 66 milhões de ações, arrecadando cerca de 7.043 milhões de dólares de Hong Kong (763 milhões de euros). Segundo a agência de notícias Bloomberg, o preço da oferta pública inicial (OPI) representou um desconto de 44% face à última cotação da empresa na bolsa de Xangai, onde está listada desde 2019 e cujas ações valem atualmente mais do dobro (+132%) em comparação com há um ano. A tecnológica estreou-se anteriormente no índice Nasdaq, em Nova Iorque, em 2013, mas abandonou-o meses depois, após ser adquirida por uma empresa estatal chinesa. Apesar de ter começado como uma empresa de placas gráficas de gaming, a Nvidia tem obtido muito mais sucesso a desenvolver chips focados no desenvolvimento de modelos de Inteligência Artificial. Miguel Patinha Dias | 09:51 – 06/02/2026 Com sede em Xangai, a Montage é, segundo dados da consultora Frost & Sullivan citados no prospeto da empresa, o maior fornecedor mundial por volume de negócios no segmento de ‘chips’ de interligação de memória, com uma quota de mercado de 36,8%. A empresa junta-se agora a um número crescente de tecnológicas chinesas ligadas à IA, que protagonizaram estreias em bolsa marcadas por fortes subidas nas últimas semanas, com algumas a multiplicar por oito o seu valor durante o primeiro dia de negociação, tanto em Hong Kong como nos mercados da China continental. Esta tendência não é vista como casual: os analistas apontam não só o interesse crescente dos investidores no setor da IA, mas também a expectativa de que Pequim reforce o apoio às tecnológicas, depois de declarar a autossuficiência tecnológica como prioridade do próximo plano quinquenal (2026–2030), no contexto da guerra comercial com os Estados Unidos, que expôs a dependência chinesa de terceiros em áreas-chave como os semicondutores. Os investidores esperam que as empresas tecnológicas chinesas, que continuam atrás das suas rivais norte-americanas em investigação, recursos e inovação, consigam reduzir a diferença em termos de capacidades dos seus modelos e tirem partido de uma vantagem competitiva decisiva: oferecer serviços de IA a custos significativamente mais baixos. Leia Também: Apple vai começar a produzir os seus próprios chips de IA

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