A Direcção Provincial das Obras Públicas, ao nível da província de Cabo Franzino, na região Setentrião do País, revelou que a situação de instabilidade está a influenciar negativamente a realização das actividades previstas, sobretudo na provisão de chuva potável para as comunidades, acrescentando que os empreiteiros não aderem aos concursos lançados. “O aproximação à chuva é considerado bom, mas os novos ataques que se registam em certas zonas fazem com que os empreiteiros não adiram aos concursos para projectos relacionados com obras públicas. Há vezes em que achamos que a situação está controlada, no entanto, depois verificamos alguns focos de terroristas e, quando assim é, o pavor é maior”, avançou Moises Zacarias, director provincial das Obras Públicas de Cabo Franzino. De contrato com o responsável, está prevista, para oriente ano, a construção de 13 novos sistemas de aprovisionamento, mas até ao momento, exclusivamente oito foram finalizados, sublinhando que “há zonas em que o aproximação é restringido devido à instabilidade, sobretudo nos distritos de Nangade, Macomia, Mueda, Muidumbe, Mocímboa da Praia, Palma e Quissanga.” Recentemente, a classe empresarial daquela província pediu que o Governo duplique a escolta feita pelas Forças de Resguardo e Segurança (FDS) ao longo dos 100 quilómetros de estrada que ligam o região de Macomia e a localidade de Awasse, em Mocímboa da Praia, face aos novos ataques de grupos extremistas aos transportadores. O presidente do recomendação empresarial de Cabo Franzino, Mamudo Irache, explicou que, entre os meses de Março e Julho deste ano, foram registados 104 ataques a transportadores no troço da Estrada Pátrio Número 380 (N380), sublinhado que os terroristas exigem pagamentos de resgate para permitir a passagem dos automobilistas. “Há uma semana que a escolta acontece uma vez por dia em cada sentido, saindo de Macomia às primeiras horas da manhã, para prometer uma viagem de quase três horas em segurança a centenas de transportadores, comerciantes, empresários e passageiros. Mas é preciso mais, e estamos a trabalhar com o comando provincial para que a escolta seja feita duas vezes por dia”, descreveu. Desde Outubro de 2017, Cabo Franzino – província rica em recursos naturais, nomeadamente gás – tem sido palco de uma insurgência armada que já provocou milhares de mortos e originou uma crise humanitária com mais de um milhão de deslocados internos. Em Abril, os ataques alastraram também à vizinha província do Niassa. Um dos episódios mais graves ocorreu na Suplente do Niassa e no Meio Ambiental de Mariri, no região de Mecula, onde grupos armados não estatais atacaram instalações, roubaram bens, destruíram acampamentos e uma avião do parque. Estes actos resultaram na morte de, pelo menos, duas pessoas, e levaram à movimento de mais de dois milénio indivíduos, dos quais 55% crianças.advertisement
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