A União Europeia (UE) condecorou o emissário de Portugal em Moçambique, António Costa Moura, pela colaboração com a missão de assistência militar que desde 2022 forma elementos das Forças Armadas, informou esta quinta-feira, 12 de Junho, a escritório Lusa.
De convenção com informação da Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) enviada à Lusa, o diplomata, que está em término de missão em Maputo, foi distinguido na terça-feira (10) com a medalha do Serviço da Política Generalidade de Segurança e Resguardo da UE, “pelos seus serviços em colaboração com a missão da União Europeia”.
“Levante reconhecimento do emissário português em Moçambique surge devido à importante cooperação e boas relações entre a EUMAM MOZ e a Embaixada de Portugal, desde o início da missão da UE”, refere a mesma informação, acrescentando que a saliência foi entregue pelo comandante da EUMAM MOZ, o brigadeiro-general português Luís Barroso.
António Costa Moura exerce as funções de emissário de Portugal em Moçambique desde Março de 2021, depois de Helsínquia e Talin. Antes, assumiu o incumbência de secretário de Estado da Justiça no Governo português, de 2013 a 2015.
A EUMAM MOZ é uma missão não executiva, com procuração até Junho de 2026, que se concentra no ciclo de formação operacional e manutenção, ao mesmo tempo que realiza formação especializada para permitir que a Forças Armadas de Resguardo de Moçambique sejam autossuficientes no combate à insurgência que afecta desde 2017 a província de Cabo Ténue, no setentrião do País.
A missão hodierno, mais reduzida face à anterior, conta com 83 militares, de 11 nacionalidades, sendo que o transitório português tem mais de 40 militares da Marinha, Tropa e Força Aérea, além da Guarda Pátrio Republicana.
Treinos militares entre a UE e Moçambique
A União Europeia anunciou em 2024 a adaptação dos objectivos estratégicos da anterior Missão de Formação Militar da UE em Moçambique (EUTM-MOZ), que transitou, em 1 de Setembro do mesmo ano, do padrão de treino para um de assistência, passando, assim, a designar-se EUMAM-MOZ.
A EUTM-MOZ, que porquê a hodierno EUMAM-MOZ foi liderada por Portugal, formou em dois anos mais de 1700 militares comandos e fuzileiros moçambicanos, que constituem agora 11 companhias de Forças de Reação Rápida (QRF, na {sigla} em inglês) e já combatem o terrorismo em Cabo Ténue, muito porquê uma centena de formadores.
A missão no País foi ainda financiada, através do Mecanismo Europeu para a Silêncio, para compra de todo o tipo de equipamento não mortífero para estas companhias de forças especiais.
A EUTM-MOZ integrava 119 militares de 13 Estados-membros, também mais de metade de Portugal, mas teve a particularidade de integrar outros dois países, fora da União Europeia, que contribuem com um militar cada, casos da Sérvia e de Cabo Virente.
A missão da UE já treinou algumas unidades militares nacionais, às quais deram base também com o fornecimento de equipamento não mortífero, porquê capacetes balísticos, coletes ou redes de camuflagem, também equipamento colectivo porquê tendas de campanha, geradores e reservatórios de chuva, além de veículos, ambulâncias, barcos, drones e um hospital de campanha.
Desde Outubro de 2017, a província de Cabo Ténue, rica em gás, enfrenta uma rebelião armada com ataques reclamados por movimentos associados ao grupo extremista Estado Islâmico, que chegaram a provocar mais de um milhão de deslocados.
Só em 2024, pelo menos 349 pessoas morreram em ataques na província, um aumento de 36% face ao ano anterior, segundo dados divulgados recentemente pelo Núcleo de Estudos Estratégicos de África, uma instituição académica do Departamento de Resguardo do Governo norte-americano que analisa conflitos em África.a d v e r t i s e m e n t
Painel