A Entreprise Générale du Cobalt (EGC) e a Trafigura – empresas do sector mineiro-metalúrgico – anunciaram nesta segunda-feira (9) a realização da primeira entrega de cobre e cobalto aos mercados internacionais, através do Lobito Atlantic Railway, “um passo decisivo” no desenvolvimento da cadeia de abastecimento. A Trafigura, através de um comunicado, refere que a operação constitui um “passo decisivo” no desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento “mais rápida, eficiente e transparente” de minerais provenientes da República Democrática do Congo (RDC). A operação sublinha a importância estratégica do Corredor do Lobito no transporte de recursos minerais da RDC para clientes em todo o mundo, refere-se na nota, salientando que a LAR estende-se por cerca de 1300 quilómetros, ligando o porto de águas profundas do Lobito (Angola) à fronteira com a RDC, no Luau. A infra-estrutura, que conta igualmente com a ligação adicional de cerca de 450 quilómetros até Kolwezi, centro do Cinturão de Cobre congolês, permite reduzir o tempo de transporte em cerca de sete dias, quando comparado com outras alternativas. Segundo o administrador executivo da EGC, Eric Kalala, citado no comunicado, o acordo demonstra que “é possível assegurar um abastecimento ético, transparente e rastreável de cobre e cobalto provenientes da produção artesanal em grande escala”. Por sua vez, Franck Rogozin, director de Metais e Minerais para África da Trafigura, afirmou que a colaboração com a EGC demonstra a importância de parcerias sólidas entre produtores e operadores comerciais, “permitindo reforçar a resiliência das cadeias globais de abastecimento de metais e minerais críticos, através da rota de transporte mais eficiente a partir da Copperbelt da RDC”. Já o administrador executivo da LAR, Nicholas Fournier, referiu, na ocasião, que o corredor é um activo regional de acesso aberto, que posiciona Angola e a RDC como “actores centrais no fornecimento dos minerais essenciais à transição energética, à digitalização e à industrialização”. O Corredor do Lobito é detido pelos accionistas Trafigura, Mota-Engil e Vecturis. Recentemente, garantiu um financiamento de 753 milhões de dólares da International Development Finance Corporation (DFC) e do Development Bank of Southern Africa (DBSA), destinado à reabilitação e expansão contínua da infra-estrutura ferroviária, lê-se ainda no comunicado. Fonte: Lusa
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