Atualmente, oriente piloto, denominado Scale Up O&M, está a ser testado no parque solar de Cruz de Hierro/Villacastín e está concentrado para centrais solares com o objetivo de testar soluções tecnológicas que permitam ganhos de eficiência na operação e manutenção dos ativos.
 
“A teoria é que no próximo ano tenhamos já muro de 25 centrais a testar esta tipologia de solução”, adiantou a responsável, sublinhando que o projeto se encontra numa temporada inicial, mas com ambições globais.
O objetivo é que a maior segmento dos testes decorra na Europa, mas o grupo está também a determinar soluções de robotização no Brasil e em Singapura. “Os Estados Unidos são uma geografia sátira para nós, portanto estamos a olhar para oriente tema de forma transversal em todo o grupo”, afirmou.
O investimento, feito com recursos próprios da EDP, está focado numa plataforma de recolha e tratamento de dados com recurso a lucidez sintético, que permite dar instruções a robôs encarregues de tarefas porquê a limpeza de painéis, controlo de vegetação ou inspeções térmicas por drone.
Segundo a administradora, oriente tipo de soluções pode permitir poupanças operacionais significativas. “Estamos a falar de uma redução de até 80%, mas sobre um universo que representa 20% da tipologia de custos” de um parque solar, explicou, acrescentando que o foco está sobretudo em melhorar as condições de trabalho em ambientes remotos ou com temperaturas extremas.
Questionada sobre a possibilidade de estas poupanças se refletirem no preço da eletricidade para o consumidor final, a gestora sublinhou que o impacto direto será restringido, mas destacou os ganhos em eficiência e segurança para as equipas operacionais.
A responsável recusou-se a comentar o apagão ibérico que afetou Portugal e Espanha em abril, mas destacou a valia da digitalização na resposta a eventos extremos. “Não falando do apagão em concreto, diria que as soluções de automatização e digitalização facilitam a geração de redes mais inteligentes e formas de atuação mais eficientes. A força será um exemplo daquilo que é provável fazer nestas matérias”, acrescentou.
A hibridização de centrais — a combinação de diferentes fontes renováveis no mesmo sítio — também é uma prioridade da EDP. “Vamos apresentar as novas metas no nosso Capital Markets Day, em novembro. A hibridização é um eixo de aposta do grupo, mas para isso temos que conseguir prometer que também toda a segmento dos licenciamentos avança em conformidade”, quer do ponto de vista regulatório, quer legislativo, referiu.
Sobre o impacto da atual lance geopolítica, incluindo os conflitos no Médio Oriente, a responsável reconheceu que há uma maior incerteza, mas garantiu que o compromisso da EDP com a transição energética permanece firme. “A transição energética continua a ser um imperativo e cá estaremos para continuar a trabalhar nesse caminho”.
Atualmente, mais de 90% da força produzida pela EDP provém de fontes renováveis, incluindo solar, onde a empresa conta com uma capacidade instalada de mais de 6,2 gigawatts (GW).
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