advertisemen tA Electricidade de Moçambique (EDM), na província de Sofala, está reforçando equipes de piquete para atender às solicitações relacionadas a eventuais avarias decorrentes da passagem da depressão tropical Gezani, que se prevê que evolua para ciclone, podendo atingir o canal de Moçambique no dia 12 de fevereiro e afetar as regiões Sul e Centro do País. Segundo a Agência de Informação de Moçambique, além da componente elétrica, a empresa mobilizou técnicos alocados em setores administrativos que foram integrados às equipes de manutenção de emergência, e também garantiu a disponibilidade de equipamentos e recursos humanos. Citado na publicação, o chefe de Operações e Manutenção da EDM, Gabriel Titosse, apelou aos clientes para que, em caso de queda de postos elétricos, informem imediatamente o serviço de piquete. “Eles devem cumprir com alguns cuidados que são importantes para a integridade física, da infra-estrutura pública e das casas, ou seja, nos casos de inundações ou queda de chuva intensa, há que evitar o contato com cabos ou equipamentos elétricos.” A Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) alertou que cerca de um milhão de pessoas podem ser afetadas pela tempestade tropical Gezani, acrescentando que o mau tempo também deve afetar 1600 unidades sanitárias e 600 quilômetros de rede elétrica. “Diante deste cenário, o Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGD) ativou as ações antecipadas para ciclones para a província de Sofala, bem como para toda a região Sul”, avançou um comunicado conjunto do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE). Dados atualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da estação chuvosa, em outubro, 844 mil pessoas foram afetadas em todo o País, com registro de 153 mortos e 254 feridos. Diante da gravidade da situação, o Governo declarou o alerta vermelho nacional no dia 16 de janeiro, e atualmente, 77 centros de acomodação estão ativos, acolhendo 76.251 pessoas deslocadas. Desde 7 de janeiro, 229 unidades sanitárias, 316 escolas e cinco pontes também foram danificadas. No setor agrícola, as enchentes afetaram 440.842 hectares de cultivo, dos quais 275.405 foram dados como perdidos, atingindo 314.780 agricultores. Estima-se também a morte de 408 115 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves. A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão e China, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência. Recentemente, o governo previu a necessidade de pelo menos R$ 644 milhões para reparar os danos causados ​​pelas chuvas intensas registradas nos últimos 20 dias, que resultaram em enchentes e inundações em várias regiões do País, com maior incidência nas zonas Centro e Sul. Entre os principais prejuízos, destacam-se os danos em cerca de três quilômetros da Estrada Nacional Número 1 (N1), a principal via rodoviária que liga Moçambique de norte a sul, situação que agravou as dificuldades de circulação de pessoas e de escoamento de bens essenciais. No final do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a estação chuvosa 2025-26 avaliado em 14 bilhões de meticais. No entanto, admitiu ter apenas 6 bilhões de meticais da verba necessária. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas mudanças climáticas, enfrentando ciclicamente enchentes e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afetaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos causaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement

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