A empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) comprometeu-se a implementar um plano integrado de electrificação distrital que garanta a disponibilidade de energia eléctrica nos centros de produção antes mesmo da instalação de novas indústrias, informou no domingo, 31 de Agosto, a Agência de Informação de Moçambique (AIM). A visão foi partilhada pelo director de Transporte da EDM, Luís Amado, em entrevista à (AIM), na qual destacou que o objectivo é inverter a lógica actualmente em vigor, na qual a indústria se instala primeiro e a rede eléctrica chega posteriormente. “Temos de ter um plano integrado para que, como Estado, possamos antecipar-nos às indústrias. Antes que elas cheguem, a infra-estrutura tem de estar pronta, a rede eléctrica tem de estar no local, as centrais têm de estar a funcionar para, quando as empresas chegarem, evitarmos o problema de andar atrás da energia”, sublinhou o responsável. Segundo Luís Amado, até agora a EDM tem operado de forma reactiva, o que fragiliza a resposta às exigências da industrialização. A meta é assegurar energia disponível em todos os cantos do País, evitando constrangimentos no arranque de projectos industriais. Para além da expansão da cobertura, a EDM considera essencial reforçar a robustez da rede e oferecer preços competitivos para a indústria. “Hoje, há sinais muito claros de que a EDM tem de ser competitiva. Temos de ter fontes de energia que possibilitem preços acessíveis, no sentido de a indústria a conseguir absorver, o que está directamente relacionado com as centrais de produção e com a infra-estrutura até ao cliente”, afirmou o gestor. O responsável frisou ainda a necessidade de diversificação da matriz energética, explorando os diferentes recursos disponíveis em Moçambique para reduzir riscos e garantir fornecimento adequado. “Já não é a mesma realidade de há 10 anos. Hoje, precisamos de mais centrais a entrar em funcionamento. Temos de aproveitar o potencial do País e diversificar a matriz, de forma a termos centrais em várias regiões próximas dos centros produtores”, explicou. Com os megaprojectos de exploração de recursos naturais em curso e a expectativa de crescimento da produção industrial, a EDM acredita que terá um papel central no processo de industrialização nacional. “O País vai precisar de muita energia. A exploração de recursos, as indústrias de transformação e os projectos de grande escala só serão viáveis se tivermos uma rede eléctrica confiável, diversificada e competitiva”, concluiu Luís Amado.
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